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Confrontos provocam incêndio no aeroporto de Damasco

Governo culpou 'terroristas' - como chamam os rebeldes - por incidente

Por Da Redação - 3 maio 2013, 13h13

O lançamento de dois obuses por parte dos rebeldes sírios incendiou nesta sexta-feira um depósito de querosene no aeroporto internacional de Damasco, segundo fontes oficiais sírias. Já o grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) disse que no momento do incêndio eclodiram fortes confrontos entre os combatentes rebeldes e as forças governamentais.

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Entenda o caso

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  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

A agência oficial síria Sana afirmou que “terroristas” – termo usado pelo regime para se referir aos rebeldes – lançaram duas bombas, uma das quais se chocou contra um depósito de querosene, o que causou o incêndio. No entanto, a agência explicou que as autoridades locais controlaram o fogo e os voos no aeroporto “continuaram normalmente após o incidente”. O segundo projétil se chocou contra um avião comercial que estava estacionado no aeroporto e causando danos materiais.

A Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS) relatou que foram ouvidas fortes explosões no aeroporto, e vistas colunas de fumaça de pelo menos dez metros de altura. Já o maior grupo da oposição, a CNFROS, informou que o total de civis executados por forças leais ao regime na aldeia de Al Baida, na província de Tartus, no litoral mediterrâneo da Síria, subiu para 150 pessoas.

(Com agência EFE)

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