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Confrontos entre simpatizantes e adversários de Assad deixam 11 mortos no Líbano

Violência em cidade do norte do país provocou o fechamento de escolas e lojas

Por Da Redação 2 dez 2013, 08h00

Onze pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas entre sábado e a manhã desta segunda-feira em confrontos entre partidários e adversários do ditador sírio, Bashar Assad, na cidade de Trípoli, no norte do Líbano.

Segundo um balanço divulgado pela polícia nesta manhã, entre os feridos constam 19 soldados. No fim de semana, os confrontos provocaram o fechamento de colégios, universidades e lojas.

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As crenças dos alauítas

A doutrina alauíta – uma variante heterodoxa e esotérica do xiismo – foi elaborada no Iraque no século IX por Mohammad ben Nusseir, discípulo do 10º imã Ali Hadi, que entrou em dissidência. Assim como os xiitas, que veneram Ali, primo e genro do profeta Maomé, os alauítas o idolatram. Para eles, Maomé não é mais que um véu que esconde “a essência” encarnada por Ali. O terceiro personagem desta trindade é Salman Pak, um companheiro de Maomé considerado a “porta” do conhecimento. Seus seguidores acreditam na reencarnação, em geral carecem de mesquitas, ignoram o jejum e a peregrinação a Meca, toleram o álcool e suas mulheres não utilizam véu. Celebram as festas muçulmanas e também as cristãs. A minoria é tida por herética e mesmo como não-muçulmana por diversas correntes sunitas.

De acordo com a rede BBC, o confronto começou a ser delineado na semana passada, quando moradores do bairro Jabal Mohsen, dominado por alauítas membros da minoria religiosa a que pertence Bashar Assad – começaram a exibir bandeiras sírias em sua janelas, em apoio ao regime do país vizinho.

Em resposta, os moradores sunitas do bairro vizinho de Bab el Tebaneh exibiram bandeira que representa os rebeldes do país. No sábado, os primeiros confrontos começaram a eclodir, deixando pelo menos seis mortos. No domingo, cinco pessoas foram atingidas por franco-atiradores – os mortos incluem um soldado.

A Síria enfrenta uma brutal guerra civil desde 2011, e centenas de milhares de pessoas, entre simpatizantes e adversários de Assad fugiram para o vizinho Líbano.

Segundo a agência de notícias locais, as escolas da cidade não abririam as portas na segunda-feira.

(Com agência EFE)

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