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Conflitos na Síria deixaram 162 mil mortos, segundo organização

Novo balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos aponta que mais 50 mil civis perderam suas vidas em três anos da guerra civil síria

Pelo menos 162.402 pessoas morreram, entre elas 53.978 civis, desde o início do conflito na Síria, há pouco mais de três anos, informou nesta segunda-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade civil sem fins lucrativos com sede em Londres. Entre as vítimas civis, há pelo menos 8.607 menores de idade e 5.586 mulheres que morreram no período. A contabilidade da ONG vai de 18 de março de 2011 até 31 de março deste ano. O número de combatentes da oposição mortos chega a 42.701, e em suas fileiras há militantes do grupo radical Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e da Frente al Nusra, braço da Al Qaeda na Síria.

Em relação às baixas do regime, pelo menos 37.685 membros das forças regulares morreram, assim como 23.485 milicianos pró-governo, alguns deles xiitas estrangeiros de organizações como a libanesa Hezbollah – 438 vítimas fatais. Além destas vítimas, há pelo menos 2.891 pessoas de identidade desconhecida que morreram no território sírio durante este período.

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O Observatório advertiu que na contagem não incluiu as mais de 18.000 pessoas que têm paradeiro desconhecido após serem detidas pelo regime, assim como os cerca de 8.000 soldados governamentais prisioneiros dos rebeldes e os milhares de sequestrados pelos islamitas. A ONG não descartou, além disso, que o número de mortos seja maior, já que, segundo seus cálculos, mais de 70.000 combatentes islamitas poderiam ter falecido em choques entre as facções rebeldes no norte da Síria, número que não pôde se verificado devido aos constantes conflitos que acontecem na região.

No último balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos, divulgado no início de abril, o número de mortos estava em 150.000. Desde janeiro de 2011 está ocorrendo na Síria uma violenta guerra civil entre tropas leais ao regime do ditador Bashar Assad e insurgentes que querem a sua renúncia.

(Com agências EFE e Reuters)