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Condutor alega falha de freio em acidente de trem da Argentina

Maquinista afirma à Justiça que detectou falha nos freios e avisou superiores; ordem dos controladores, segundo ele, foi para continuar viagem mesmo assim

Por Da Redação 25 fev 2012, 14h32

O maquinista do trem acidentado nesta quarta-feira na capital argentina, que teve um saldo de 51 mortos e 703 feridos, declarou diante da Justiça que os freios falharam, informou neste sábado uma fonte judicial que confirmou sua libertação na noite de sexta-feira.

Marcos Córdoba, de 28 anos, disse ter acionado duas vezes o freio, que não funcionou, e assegurou ter avisado seus superiores de que o sistema estava falhando. Ele, no entanto, teria recebido ordem de continuar a viagem que acabou em uma das maiores tragédias ferroviárias da Argentina. “Em cada estação eu avisava por rádio ao controlador de tráfego que tinha problemas nos freios. Do outro lado me respondiam ‘continua, continua, continua'”, afirmou o maquinista.

Após o depoimento, Córdoba foi libertado. “Não existe perigo de fuga e não há possibilidade de ele atrapalhar a investigação”, justificou a fonte.

Nesta quarta-feira, o secretário de Transportes argentino, Juan Pablo Schiavi, disse haver gravações dos diálogos entre o maquinista e o controlador e que elas seriam levadas à Justiça.

O trem colidiu contra uma barreira de contenção. No momento do acidente, 2 mil passageiros estavam a bordo. O maquinista foi resgatado por bombeiros entre os ferros retorcidos de sua cabine e hospitalizado com ferimentos e politraumatismos, mas fora de perigo.

A Associação de Funcionários dos Organismos de Controle (APOC) acusou o governo nesta sexta-feira, em comunicado, de “não ter atuado diante dos resultados de auditorias que mostravam o deficitário e criminoso estado de conservação” da linha ferroviária de Sarmiento.

O acidente foi o terceiro mais grave da história ferroviária da Argentina, depois do ocorrido na localidade de Benavídez (periferia norte de Buenos Aires), com 236 mortos em 1970, e o registrado na província de Santa Fé (centro-oeste), com 55 mortes em 1978.

(Com agência France-Presse)

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