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Condenado a dois anos, Chirac decide não apelar

O ex-presidente francês foi considerado culpado por crimes contra a administração pública quando era prefeito de Paris, na década de 90

O ex-presidente francês Jacques Chirac afirmou que não vai recorrer judicialmente contra a decisão do Tribunal Correcional de Paris, que nesta quinta-feira o condenou a dois anos de prisão, com suspensão condicional da pena, por desvio de recursos públicos, peculato e prevaricação durante seu mandato como prefeito da capital francesa, no início dos anos 90.

Em um comunicado por escrito, Chirac, de 79 anos, declarou que “não iria recorrer” no caso, embora “sobre o mérito, conteste categoricamente a decisão”. Presidente da França entre 1997 e 2005, ele afirma na nota, sob compromisso de honra, que não cometeu “nenhuma falha”, mas que “infelizmente não tem forças para conduzir por si mesmo, em face de novos juízes, a luta pela verdade”.

Além disso, o ex-chefe de estado diz que se alegra que seus colaboradores na Prefeitura de Paris não foram punidos criminalmente. “Eu era o prefeito. (A pena) é minha e só minha para suportar”, prossegue na nota. “Eu também percebo que o que está em jogo não é apenas a honra de um homem, mas a dignidade do cargo presidencial que eu assumi depois. E eu acredito que hoje o respeito a nossas instituições exige que o apaziguamento venha “, diz Chirac.

O ex-presidente francês ainda pediu que seus antigos eleitores e amigos avaliem sua condenção pelo tribunal, e ressaltou que sempre foi “um homem honesto”. “Eu deixo o julgamento para os parisienses que, três vezes, me escolheram para ser o seu prefeito e para meus compatriotas que sabem quem eu sou: um homem honesto, que nunca teve outras batalhas que não a da união entre os franceses, a da grandeza da França e a da ação pela paz “. Para finalizar, Chirac afirma que o julgamento lhe infligiu “dor e tristeza profunda”.