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Comunidade internacional pede que ONU aumente pressão sobre síria

Por Da Redação 7 jun 2012, 17h40

Nações Unidas, 7 jun (EFE).- Os países ocidentais e a Liga Árabe defenderam nesta quinta-feira que o Conselho de Segurança da ONU aumente a pressão sobre a Síria por meio de um aumento das sanções e do poder dos observadores das Nações Unidas após o massacre de Hama, classificado como ‘repugnante’ pelo organismo internacional.

‘Pedimos ao Conselho de Segurança que tome todas as medidas necessárias para proteger os civis sírios e deter os atos de violência’, disse o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, em seu comparecimento na Assembleia Geral da ONU, que hoje realizou uma sessão para discutir a situação na Síria.

Al Arabi transmitiu uma mensagem de urgência aos Estados-membros da ONU para que o Conselho ‘assuma suas responsabilidades’ e amplie o mandato dos observadores desarmados na Síria para conceder a eles ‘poderes que permitam proteger os civis e pôr fim aos graves crimes perpetrados’ no país.

O pedido dos árabes foi apoiado pelo embaixador da Alemanha na ONU, Peter Witig, que defendeu que o próximo passo no Conselho de Segurança deve ser a aprovação de ‘uma resolução que inclua sanções, de acordo com o Capítulo VII da Carta das Nações Unidas.

Este capítulo contempla a imposição de sanções e o início de operações militares para diminuir a violência em casos de ameaças à paz.

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‘Estamos convencidos de que é necessário que Damasco sofra os efeitos de uma pressão forte e conjunta. O presidente Assad já desfrutou do benefício da dúvida durante muito tempo’, acrescentou Witig.

Os observadores da ONU foram impedidos de entrar na área da tragédia e tentarão ter acesso ao local amanhã, segundo fontes das Nações Unidas, que disseram que ninguém ficou ferido no ataque ocorrido hoje. Um grupo de observadores foi recebido a tiros quando tentava chegar no local do massacre.

Para os países árabes e ocidentais, os impedimentos do regime de Assad ao trabalho dos observadores são intoleráveis, por isso a maioria concordou em defender que ‘a comunidade internacional deve dar mais passos para aumentar a pressão sobre Assad’, disse a embaixadora adjunta dos EUA na ONU, Rosemary DiCarlo.

Já o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, assegurou em sua intervenção que as sanções contra Damasco não funcionam assim como ‘os categóricas pedidos de mudança de regime’ e o envio de armas e ajuda financeira à oposição.

A Rússia e a China são os principais defensores de Assad no Conselho de Segurança e já votaram contra resoluções de condenação ao regime sírio. EFE

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