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Companhia aérea libanesa muda rotas por possível ataque dos EUA à Síria

Os aviões não sobrevoarão o espaço aéreo sírio e do norte do Chipre pelas próximas 72 horas em razão das ameaças feitas por Donald Trump

As autoridades do Líbano anunciaram nesta quarta-feira que a companhia aérea nacional Middle East Airlines (MEA) modificou as rotas de seus voos por temor de um possível ataque aéreo dos Estados Unidos contra o território da Síria. Os aviões não sobrevoarão o espaço aéreo sírio e do norte do Chipre pelas próximas 72 horas.

“Após a decisão da Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) e para preservar a segurança no espaço aéreo, os voos da MEA, com procedência e com destino a Beirute, não passarão mais pela Síria e pelo norte do Chipre”, declarou o ministro de Obras Públicas e Transporte, Yusef Fenianos, à cadeia de televisão MTV.

O titular disse que esta medida foi tomada após “as ameaças de ataques aéreos que poderiam afetar os aviões que sobrevoam o espaço aéreo [da Síria]. Esta decisão será efetivada nas próximas 72 horas e sua única consequência será a modificação dos horários dos voos”.

Anteriormente, a Air France havia anunciou um ajuste aos seus planos de voo, especialmente para Beirute e Tel Aviv, após a advertência de EASA sobre um possível ataque dos Estados Unidos à Síria como resposta ao suposto ataque químico lançado no sábado contra a cidade de Duma, nos arredores de Damasco.

O presidente americano, Donald Trump, prometeu responder “contundentemente” ao suposto ataque químico perpetrado pelo regime de Damasco, que deixou, de acordo com duas ONGs apoiadas por Washington, pelo menos 42 mortos em Duma, enquanto a Rússia assegurou que responderá cada míssil disparado contra seu aliado.

(Com EFE)