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Como começou a mãe de todas as guerras

O atentado terrorista que matou o improvisado herdeiro do império austríaco desencadeou a primeira mãe de todas as guerras e mudou a história

“O que é isso? O senhor acha que Sarajevo está cheia de assassinos? Eu assumo a responsabilidade.” De todas as frases absurdas, muitas delas antecipando a tragédia que ia acontecer, nenhuma foi mais premonitória do que a reação indignada do empertigado oficial Oskar Potiorek. Servindo como governador de uma das províncias mais perdidas do vasto Império Austro-Húngaro, a Bósnia-Herzegóvina, tinha sido dele o convite feito ao arquiduque Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, para que visitassem a rústica Sarajevo. E era dele o vexame pela grave falha de segurança ocorrida alguns minutos antes, quando um terrorista jogou uma bomba contra a comitiva ilustre na ensolarada manhã de 28 de junho de 1914. Ferdinando, que ocupava uma posição equivalente à de príncipe herdeiro do império, tinha escapado ileso. Em Sofia, impecável em seu vestido branco com um ramalhete de rosas na cintura, um leve arranhão no rosto mostrava a trajetória de um estilhaço. Em pouco mais de meia hora, os dois estariam mortos: Sarajevo de fato pululava de assassinos, sete no total. Trinta e oito dias depois a Europa estaria em guerra por causa do magnicídio. O destino de Potiorek é contado no fim desta reportagem.

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