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Comitê legislativo aprova censura contra procurador-geral dos EUA

Por Chip Somodevilla - 20 jun 2012, 19h05

A maioria republicana de um comitê legislativo americano aprovou nesta quarta-feira uma moção de censura contra o procurador-geral, Eric Holder, ao acusá-lo de ocultar informação sobre o escândalo da operação “Rápido e Furioso”, que permitiu o tráfico de armas para o México.

A moção foi aprovada por 23 votos a favor e 17 contra, no final de uma acalorada sessão de mais de quatro horas, depois que o presidente Barack Obama invocou privilégios do Executivo para justificar a recusa do departamento de Justiça a entregar os documentos.

A medida, um golpe político contra o governo de Barack Obama em um ano eleitoral, que pode levar a uma acusação formal contra Holder na justiça, passará agora ao plenário da Câmara de Deputados.

A votação no plenário será realizada na próxima semana, a menos que Holder entregue os documentos, afirmou o presidente da Câmara de Representantes, John Boehner.

“Rápido e Furioso” foi uma “operação temerária que causou a morte de um agente da fronteira, e os americanos merecem conhecer os fatos”, disse Boehner, em referência a Brian Terry. Na cena do crime foram encontradas armas ligadas à operação, em dezembro de 2010.

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A operação da agência americana que controla as armas permitiu a entrega ilegal de cerca de 2.000 armas adquiridas nos Estados Unidos a cartéis mexicanos entre 2009 e 2010 com o fim de traçar seu destino, o que causou protestos do governo do México.

Holder rejeitou bruscamente a moção, que considerou como “uma tática em um ano eleitoral para chamar atenção”.

“Qualquer afirmação de que o departamento de Justiça não respondeu aos pedidos de informação é falsa”, disse Holder, que testemunhou até nove vezes no Congresso e entregou ao comitê quase 8.000 documentos.

A decisão do governo de Obama de invocar o privilégio do Executivo para não divulgar documentos “indica que o papel da Casa Branca na operação (…) foi maior do que se sabe até agora”, acusou o chefe do comitê de Supervisão e Reforma da Câmara de Representantes, o republicano Darrell Issa.

Tanto Obama como Holder negaram ter conhecimento da operação até que o escândalo explodisse.

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