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Comissário europeu de Direitos Humanos alerta para neonazistas gregos

Por Da Redação - 15 jul 2012, 14h43

A Grécia tem que examinar o caráter legal do grupo neonazista Amanhecer Dourado e evitar que seus discursos e atos xenofóbicos sejam banalizados, afirma o comissário europeu de Direitos Humanos em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal To Vima.

Este partido, que obteve 7% dos votos nas eleições legislativas de 16 de junho, “tem opiniões mais abertamente extremistas e nazistas que qualquer outro partido da Europa”, afirma Nils Muiznieks nesta entrevista.

Em termos de legalidade, “cabe se perguntar se o Amanhecer Dourado favorece o livre funcionamento do regime democrático”, afirmou, referindo-se à Constituição grega, que prevê que os partidos políticos sirvam ao regime democrático.

As agressões contra imigrantes e refugiados “estão vinculadas ao discurso racista divulgado pelo Amanhecer Dourado (…) O maior perigo é que esses discursos e ataques sejam considerados coisas ‘normais’ (…), dando a sensação aos seus autores de que contam com o apoio da sociedade”, acrescentou.

Muiznieks exige “uma investigação minuciosa sobre os possíveis conluios entre o Amanhecer Dourado e a polícia”, denunciados em 2009 pelo ministro que tinha ao seu cargo na época as forças de ordem públicas.

A organização de defesa dos Direitos Humanos Human Right Watch (HRW) denunciou no dia 10 de julho a banalização da violência xenofóbica na Grécia, e pediu que seja combatida.

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