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Comissão do Senado americano afirma que CIA mentiu sobre interrogatórios

Relatório aponta que a agência exagerou na importância de seus resultados para justificar procedimentos brutais

Por Da Redação 1 abr 2014, 08h17

Um relatório da Comissão de Inteligência do Senado revela que a Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) dos Estados Unidos enganou o governo e os cidadãos sobre aspectos de seus programas de detenção e interrogatórios, informou nesta segunda-feira a rede BBC. As investigações, que começaram em 2009, cobrem períodos da presidência de George W. Bush (2001 – 2009) e de Barack Obama.

De acordo com a Comissão do Senado, o programa de interrogatórios da CIA rendeu poucas informações de inteligência úteis. Os congressistas também concluíram que esse material, em seguida, teve sua importância exagerada para que o programa de interrogatórios parecesse mais eficaz do que realmente era. A CIA também escondeu detalhes sobre a brutalidade de seus métodos, conforme explicaram fontes oficiais que tiveram acesso à minuta do relatório, que ainda não foi divulgado para o público.

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“A CIA descreveu seus programas repetidamente como mecanismos para obter informações únicas de inteligência, que eram impossíveis de se conseguir de outra forma, informações que ajudaram a impedir a execução de planos terroristas e salvaram milhares de vidas. Isso foi verdade realmente? A resposta é não”, explicou uma fonte oficial anônima ao jornal Washington Post.

Funcionários da CIA ordenaram oficiais a continuar com interrogatórios agressivos, mesmo depois de eles estarem convencidos de que os prisioneiros não tinham mais informações para dar, revela o Washington Post. Um agente disse que quase todas as informações valiosas extraídas do suspeito Abu Zubaida, da Al Qaeda, foram adquiridas antes de ele ter sido afogado 83 vezes em uma tina com água.

O relatório, de 6.300 páginas, também revela novas informações sobre a rede de prisões secretas que o presidente Obama desmantelou em 2009. O Comitê se reunirá nesta quinta-feira para decidir sobre a possibilidade de enviar uma versão resumida para uma eventual divulgação pública. No início de março, a chefe do Comitê de Inteligência do Senado, a senadora democrata Dianne Feinstein, acusou a CIA de acessar computadores da Casa. A agência negou que estivesse espionando os senadores.

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