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Comissão denuncia canetas de tinta invisível durante eleições no Egito

País realiza eleições para definir presidente. Desde a renúncia de Mubarak, Junta Militar segue no poder

A Comissão Eleitoral do Egito denunciou a distribuição de canetas com tinta invisível, que desaparece minutos após usadas, em frente aos colégios de votação no segundo turno do pleito presidencial, segundo o site do jornal egípcio Al-Ahram. Em declarações ao site, o secretário-geral da comissão, Hatem Bagato, disse que a entidade determinou a prisão daqueles que tentarem vender ou distribuir essas canetas, que invalidam o voto quando usadas na cédula eleitoral. A ordem foi dada para impedir qualquer tentativa de manipulação dos votos nas eleições presidenciais egípcias.

Segundo ele, a comissão disponibilizou canetas ‘seguras’ dentro dos colégios eleitorais para que sejam usadas pelos eleitores. Por isso, a comissão pediu à Justiça que proíba os eleitores de usarem qualquer outro material.

O Movimento de Juízes pelo Egito fez a mesma denúncia e advertiu aos cidadãos que há pessoas que presenteiam canetas aos eleitores fora dos centros de votação em diversos lugares do país. O porta-voz dessa organização, Walid al-Sheraby, indicou ao site do Al-Ahram que foram detectadas várias canetas deste tipo nas províncias de Gharbiya e Kafr el-Sheikh, assim como na cidade de Zagazig, no delta do Nilo.

O presidente da Comissão Eleitoral Suprema do Egito, Farouk Sultan, determinou a extensão do horário de funcionamento dos colégios eleitorais. As urnas permanecerão abertas por uma hora a mais que o previsto, até 21h locais (16h de Brasília).

Segundo a agência de notícias oficial Mena, Sultan adotou a decisão para dar a oportunidade de mais egípcios votarem no segundo turno das eleições presidenciais do país, que se realizam neste sábado e domingo.

(com agência EFE)

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