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Comissão da ONU acusa Exército sírio pela maioria das violações aos DH

Por Ho 24 Maio 2012, 08h43

O Exército e os serviços de segurança sírios cometem a maioria das violações graves aos direitos humanos, afirma um relatório elaborado por uma comissão internacional de investigação com mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“A maioria das violações graves documentadas por esta comissão foram cometidas pelo Exército sírio e as forças de segurança em operações militares ou de busca de suspeitos, desertores ou pessoas armadas”, afirma o relatório, que analisou o período de março a maio de 2012.

O documento destaca a preocupação com a atuação do Exército e das forças de segurança, o deslocamento da população civil e o “bloqueio sistemático, em determinadas regiões, do acesso a meios básicos para a vida humana, como alimentos, água e medicamentos”.

“O Exército tem empregado um enorme leque de meios militares, incluindo disparos de artilharia pesada contra zonas civis”, afirmam os investigadores, que relatam ainda informações sobre “grupos armados opositores ao governo que também cometem abusos dos direitos humanos”.

A comissão afirma “possuir provas confirmadas que os grupos armados da oposição utilizam regularmente crianças como mensageiros, portadores de medicamentos ou como cozinheiros nas unidades de rua”, incluindo menores de idade que são obrigados a viajar pela fronteira com a Turquia.

O relatório afirma que o governo de Damasco realiza execuções extrajudiciais e que insiste na prática da tortura. Neste cenário, a lista de vítimas inclui crianças “frequentemente feridas em ataques a manifestações ou bombardeios a cidades ou vilarejos”.

“Crianças de até 10 anos” detidas pelas forças públicas informaram que foram submetidas a torturas porque tinham parentes que simpatizam ou aderiram às forças do Exército Sírio Livre (ESL)”, afirma o documento da comissão internacional.

No dia 23 de março, o Conselho de Direitos Humanos da ONU ampliou o mandato da comissão de investigações sobre a Síria, criada em agosto de 2011, e solicitou um estudo das “violações flagrantes dos direitos humanos” a partir de março, incluindo uma avaliação do número de vítimas.

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