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Comissão aprova indicação de Nestor Forster para embaixada nos EUA

Diplomata ainda precisa passar pelo crivo do plenário do Senado; indicado já é o encarregado de negócios da embaixada

Por Da Redação - Atualizado em 13 Feb 2020, 14h37 - Publicado em 13 Feb 2020, 14h20

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira, 13, por 12 votos a 0, a indicação do diplomata Nestor Forster para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Indicado em outubro do ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro, ele ainda precisa passar pelo crivo do plenário da Casa. A votação deve acontecer já na semana que vem, antes do Carnaval.

Na quarta-feira 12, Forster se dedicou a uma peregrinação pelo Senado. Foi recebido pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e percorreu os gabinetes dos senadores para se apresentar e conquistar apoios para a aprovação de seu nome.

Forster – que, na prática, já comanda a representação diplomática como encarregado de negócios – avaliou como “histórica” a visita de Bolsonaro ao presidente americano, Donald Trump, em março de 2019. Para ele, o principal resultado do encontro entre os dois presidentes foi a mudança de posição dos Estados Unidos com relação ao pleito do Brasil de integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em janeiro, os Estados Unidos anunciaram oficialmente seu apoio ao acesso do Brasil na OCDE, que havia sido retirado em agosto do ano passado. 

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“Nos Estados Unidos, havia resistência ao fato de os Estados Unidos apoiarem o Brasil. Naquele momento, o presidente americano anuncia, então, o apoio firme à candidatura do Brasil, como tem sido demonstrado ao longo do processo que já se inicia”, disse Forster.

Ao enfatizar que a diplomacia não pode se esgotar na conversa entre os dois chefes do Executivo, ele afirmou que é importante fortalecer a relação entre os dois países “aproveitando a excelente química” entre Bolsonaro e Trump.

Desafios

Entre os desafios que Brasil tem pela frente, Forster ressaltou que avançará em uma demanda do setor privado para algo que, segundo ele, se arrasta há muito tempo: um acordo que permita evitar a bitributação para empresas, pessoas físicas e para indivíduos. “Isso teria grande alcance na facilitação de comércio entre os dois países e no aumento da eficiência do comércio. É algo complexo, está na mesa há muito tempo, também está sendo examinado”, lembrou.

Na área de Saúde, lembrou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, com integração entre fundações brasileiras como a Fiocruz. Entre os desafios estão pesquisas de vacina para o vírus da zika e outras enfermidades.

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Amazônia

Forster pediu que senadores e deputados se empenhem no que chamou de “diplomacia parlamentar” e destacou que atuou durante a crise das queimadas na Amazônia, visitando senadores e deputados para mostrar o que o Brasil fez para controlar a situação.

“Quando nós tivemos aquela situação, no meio do ano, de grande preocupação e repercussão na imprensa, sobre a queimada, etc., nós fomos imediatamente. Acionamos vários interlocutores que temos na sociedade americana para fazer um trabalho muito específico e intenso junto ao Parlamento, que é também uma câmara de eco da sociedade, onde se veem as preocupações. Eu visitei vários senadores, vários deputados dos dois partidos. No caso da Câmara, hoje nos Estados Unidos a maioria é democrata, então, é importante visitar os presidentes da comissão de meio ambiente. Esse pessoal tem grande preocupação com esse tema. E é preciso ter um diálogo aberto e franco com eles, explicar o que está acontecendo no Brasil, desfazer exageros e enfrentar os temas com realismo e determinação”, alertou.

Líbano

Forster também foi sabatinado e aprovado em decisão unânime pela CRE, na mesma reunião, o indicado à embaixada brasileira em Beirute, no Líbano, Hermano Telles Ribeiro. Ele também terá que passar por votação no plenário da Casa.

(Com Agência Brasil)

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