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Comércio e setor privado não aderem à greve geral em Portugal

Lisboa, 24 nov (EFE).- A greve geral desta quinta-feira em Portugal foi pouco visível no comércio e nas atividades das empresas privadas, o que deu uma aparência de normalidade à jornada nas principais cidades lusas.

Por outro lado, os sindicatos e os meios de comunicação concordaram que o transporte público foi muito afetado, da mesma forma que o trafego aéreo e o portuário.

No entanto, a aparente baixa participação do setor de serviços fez com que a greve fosse pouco visível no dia a dia de muitos cidadãos portugueses salvo pelos problemas na hora de se locomover.

Faltando dados, tanto do Governo como das centrais sindicais e dos organismos patronais, era difícil calcular o tamanho da adesão ao movimento.

O número de colégios que abriram ou fecharam hoje suas portas era incerto, assim como o de serviços hospitalares, onde houve muitos testemunhos de atrasos.

A greve foi percebida de forma especialmente significativa no tráfego aéreo, já que mais de 500 voos de entrada e saída do país foram cancelados.

Os dados divulgados pelos sindicatos refletiram também uma elevada incidência nos serviços de coleta de lixo, suspensos em muitos casos durante 24 horas, assim como em algumas fábricas, Prefeituras e refeitórios públicos.

Também foi afetado a estatal Caixa Geral de Depósitos, que teve parte de suas agências fechadas, segundo fontes trabalhistas, mas os demais bancos funcionaram normalmente.

Os únicos números do Governo sobre as primeiras horas de adesão à greve na administração pública apontaram que apenas 12.800 trabalhadores de um total de 355.000 participaram do movimento.

A greve também afetou alguns dos principais pólos industriais do país. Em contraste, as principais zonas comerciais de Lisboa funcionaram normalmente.

A greve geral foi convocada conjuntamente pela Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP, comunista) e pela União Geral de Trabalhadores (UGT, socialista), que reúnem mais de um milhão de filiados, em protesto pelas medidas de austeridade do Governo conservador luso.

Portugal realizou severos ajustes nos últimos meses para combater a crise econômica mais grave de sua história, que levou o país a solicitar o resgate financeiro da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional no último mês de abril. EFE