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Comentarista que dizia ser ex-agente da CIA é preso por fraude nos EUA

O americano Wayne Simmons, que colaborava com a Fox News, mentia sobre ter trabalhado na agência por 27 anos

Comentarista do canal Fox News, Wayne Simmons costumava se apresentar como ex-agente da CIA, a mais célebre agência de inteligência dos Estados Unidos. Dizia ter liderado operações secretas contra alguns dos mais perigosos cartéis de drogas e contrabandistas do mundo durante seus 27 anos de serviço. A informação consta em seu site pessoal e foi usada, inclusive, em documentos oficiais que ele enviou ao governo americano. Por suas realizações, Simmons era um dos especialistas em terrorismo consultados pelo canal de notícias da rede Fox desde 2002 e chegou a ser contratado pelo governo americano para prestar consultoria militar. De acordo com o Ministério Público dos EUA, porém, Wayne Simmons é uma fraude.

O homem de 62 anos que alegava ter trabalhado na CIA de 1973 a 2000 como “paramilitar de grupos de operações especiais no exterior” foi preso nesta quinta-feira. Ele usou suas supostas qualificações como especialista em terrorismo para tentar obter autorizações de segurança do governo americano e trabalhar como consultor de defesa militar no exterior. Simmons deu palestras sobre o assunto e publicou ainda um livro de ficção sobre espionagem em 2012 que, dizia ele, havia sido inspirado em suas experiências profissionais.

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A investigação que desmascarou o ‘especialista’ é baseada, principalmente, nas mentiras de Simmons em documentos oficias do governo, que ele preencheu quando buscava empregos e licenças de segurança especiais. O processo também alega que Simmons fraudou uma vítima em cerca de 125.000 dólares, ou mais de 475.000 reais, com um investimento imobiliário falso, mas não foram divulgados detalhes sobre o caso. A CIA informou que está trabalhando com o Departamento de Justiça americano para esclarecer o caso.

Detido, Simmons vai responder acusações pelas falsas declarações ao governo, fraude contra os Estados Unidos e fraude eletrônica, informou a agência Reuters

(Da redação)