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Começam nesta terça-feira em Iowa as primárias americanas

Por Da Redação 1 jan 2012, 09h25

Elvira Palomo.

Des Moines (EUA), 1 jan (EFE).- Após a ressaca de ano novo, os Estados Unidos estão se preparando para decidir quem disputará com Barack Obama as eleições presidenciais de 6 de novembro.

Nesta terça-feira, a primeira etapa das longas e acirradas primárias do Partido Republicano começarão em Iowa, um estado rural no meio oeste do país.

Por enquanto,o ex-presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich, e ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, e o congressista ultraliberal Ron Paul lideram as pesquisas.

Em seguida, aparecem o governador do Texas, Rick Perry, a parlamentar integrante do grupo Tea Party, Michele Bachmann, e o senador Rick Santorum. O ex-embaixador na China, Jon Huntsman, diante da falta de chances em Iowa, decidiu concentrar suas forças nas próximas primárias, em New Hampshire.

Os ‘caucus’, uma palavra de origem indígena que significa reunião tribal, são um complexo processo nos quais os eleitores filiados no partido se reúnem (em colégios, igrejas e até casas particulares) para debater sobre os candidatos antes de escolherem entre um deles.

A decisão final, no entanto, só será tomada na Convenção Nacional do partido, em 30 de agosto, em Tampa, na Flórida.

Os aspirantes sabem da importância de se sair bem nessa primeira etapa e segundo dados divulgados pelo jornal Washington Post, desde junho os pré-candidatos fizeram 733 visitas ao estado, para ganhar a simpatia dos eleitores, que participarão de cerca de 1.800 assembleias, os ‘caucus’.

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O maior esforço foi feito pelo ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum, um católico contrário ao aborto e ao casamento gay, que realizou 256 visitas a Iowa. Segundo pesquisas realizadas pela ‘CNN’, ‘Time’ e pelo site ‘RealClearPolitics’, ele está em terceiro lugar nas intenções de voto.

Romney, que participou das primárias de 2008, liderou as enquetes apoiado em seu programa econômico e em sua longa experiência como empresário e político. No entanto, os eleitores mais conservadores desconfiam de sua fé mórmon e da reforma da saúde, muito parecida com a realizada por Obama, que ele evou a cabo em Massachusetts.

Gingrich, ex-presidente da Câmara de Representantes, ícone conservador do Partido Republicano nos anos 90, disputa o primeiro lugar com Romney e não parece disposto a desistir.

As lágrimas que Gingrich derramou numa entrevista em que lembrou de sua mãe serviram para melhorar sua imagem, considerada a de um homem frio. Por isso, a disputa ainda está de pé.

Outro que tem chances em Iowa é Paul. O congressista de ideias radicais está em boa posição e segundo o professor de história da American University, Allan Lichtman, pode ser uma surpresa, embora não deva ter muitas chances no decorrer do processo.

Bachmann teve seu momento de glória em agosto quando ganhou a pesquisa informal realizada pelos eleitores do estado. Ela realizou 200 viagens para Iowa. No entanto, a parlamentar por Minnesota, que começou a corrida presidencial com força devido às suas ideias conservadoras, perdeu força ao longo dos meses.

A popularidade de Perry no Texas aumentou com sua campanha conservadora, que critica a reforma de saúde de Obama. O pré-candidato, no entanto, teve vários tropeços verbais, como por exemplo no caso em que durante um debate não soube responder o nome de uma agência do governo que extinguiria caso fosse eleito.

A tradição diz que o pré-candidato que vence em Iowa costuma ser o escolhido para concorrer à Casa Branca. Em 2008, porém, o ganhador no estado foi o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, mas quem foi nomeado no final do processo foi o senador John Mccain.

Mas para saber se isso acontecerá, ainda é preciso esperar as primárias em New Hampshire, daqui a uma semana, da Carolina do Sul, em 21 de janeiro, e da Flórida, em 31 de janeiro. EFE

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