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Combates entre jihadistas e rebeldes deixam dezenas de mortos na Síria

No total, 75 combatentes dos dois lados morreram nos três últimos dias, assim como seis civis

Por AFP - 3 jan 2019, 19h35

Os confrontos entre jihadistas e rebeldes continuaram se multiplicando nesta quinta-feira, 3, no noroeste da Síria, causando mais de 30 mortes dos dois lados, no terceiro dia de combates, informou uma ONG.

Desde terça-feira, o Hayat Tahrir Al Sham (HTS), grupo jihadista formado pelo antigo braço sírio da Al-Qaeda, enfrenta uma poderosa coalizão de facções rebeldes apoiadas pela Turquia, a Frente Nacional de Libertação (FNL).

Os combates, a princípio limitados aos territórios rebeldes da província de Aleppo, alcançaram as províncias vizinhas de Hama e Idlib, último grande bastião insurgente do nordeste sírio, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

No último dia 2 de janeiro, 17 combatentes do HTS e 16 do FNL morreram em confrontos, segundo o OSDH.

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No total, 75 combatentes dos dois lados morreram nos três últimos dias, assim como seis civis, de acordo com a mesma fonte.

“Abriram-se novas frentes”, declarou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman. Os combates chegaram ao sudoeste de Idlib e ao noroeste de Hama, segundo ele.

Tudo começou na segunda-feira, 31, quando os extremistas islâmicos do HTS acusaram a Nureddin Al Zinki, uma facção do FNL, de ter matado cinco de seus membros, e lançaram uma ofensiva contra posições rebeldes na província de Aleppo.

A província de Idlib é frequentemente cenário de intensos combates entre jihadistas e rebeldes, às vezes com assassinatos dirigidos ou atentados a bomba.

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Desde setembro, aplica-se na província um acordo russo-turco que estabelece uma “zona desmilitarizada” para separar os setores insurgentes das regiões governamentais, o que permitiu à zona evitar uma ofensiva do regime de Bashar Assad.

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