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Com vice preso, presidente do Equador designa ministra para cargo

Maria Alejandra Vicuña, ministra do Desenvolvimento Urbano do país, substitui no posto Jorge Glas, suspeito de receber propina da Odebrecht

Por Da redação 5 out 2017, 12h23

O presidente do Equador, Lenín Moreno, designou a ministra do Desenvolvimento Urbano do país, Maria Alejandra Vicuña, para substituir Jorge Glas como vice-presidente. Glas foi preso nesta segunda-feira e é investigado em escândalo de corrupção centrado na empreiteira brasileira Odebrecht.

 

Moreno anunciou nesta quarta-feira que Vicuña, ex-parlamentar do partido governista Aliança País, irá assumir a função  durante a “ausência temporária” de Glas. O decreto foi divulgado depois de uma reunião de Moreno com vários advogados da presidência no Palácio de Carondelet, sede do governo. “Uma pessoa que está presa não pode cumprir com a função de vice-presidente. Com base nisso, pedi à equipe de advogados da presidência que me ajudasse a tomar uma decisão”, disse Moreno.

A investigação sobre o vice-presidente preso, acusado de receber propina da Odebrecht, e seu afastamento do cargo, causou uma ruptura entre Moreno e Rafael Correa. O ex-presidente do Equador defende que Glas, que serviu como vice-presidente e ministro de setores estratégicos durante seu mandato, é inocente e vítima de uma “caça às bruxas política”.

As tensões entre os dois políticos devem crescer ainda mais, com Moreno planejando um referendo para o início de 2018 para banir políticos eleitos de concorrerem a reeleição indefinida. A ação é vista como mirada para impedir Correa de concorrer a mais um mandato na presidência, cargo que ocupou durante uma década.

(Com EFE e Reuters) 

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