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Com novos casos de desaparecidos, Rússia mantém busca de vítimas de enchentes

Por Da Redação - 9 jul 2012, 12h25

Moscou, 9 jul (EFE).- Em clima de luto pelas vítimas das inundações que castigaram o sul do país e provocaram 171 mortes, as autoridades da Rússia continuam nesta segunda-feira com os trabalhos de busca por sobreviventes da tragédia.

‘Estamos trabalhando em cada uma das denúncias de desaparecidos. Buscamos as pessoas. Não posso detalhar o número das denúncias, mas são muitas’, afirmou o chefe adjunto do Centro de Gestão de Crises do Ministério de Emergências da Rússia, Sergei Miroshnichenko.

As tarefas de rastreamento são dificultadas pelo grande número de moradores não recenseados que viviam na cidade de Krimsk, a zona zero das inundações que aconteceram no sábado no litoral do Mar Negro.

Segundo os dados do Ministério, 185 pessoas, sendo 23 crianças, foram hospitalizadas devido à catástrofe. Dois dias depois do desastre, foi destituída a primeira autoridade local: o chefe da província de Krimsk, Vasyl Krutko, foi cassado pelo governador da região de Krasnodar, Aleksandr Tkachov.

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‘Está demonstrado que a chefia da província foi advertida com um adiantamento de três horas, pelo menos, da ameaça de inundação’, afirmou Tkachov, citado pela página oficial do governo de Krasnodar.

O governador acrescentou que, apesar dessas circunstâncias, nas reuniões que teve durante o fim de semana com habitantes da cidade de Krimsk, estes lhe disseram que não receberam nenhum aviso das autoridades.

À frente da província de Krimsk foi nomeado provisoriamente Aleksandr Vasiliev, que até agora trabalhava como chefe da província de Krasnodar.

Embora Tkachov tenha indicado a necessidade de demitir também o prefeito da cidade de Krimsk, Vladimir Ulanovski, até o momento não foi tomada nenhuma decisão sobre seu cargo, disseram à Agência Efe funcionários do escritório de imprensa do governo de Krasnodar.

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Habitantes de Krimsk denunciaram que a cidade foi arrasada por uma onda de mais de sete metros que, segundo eles, se deve ao transbordamento ou a um vazamento da represa de Neberdzhayevsk, situada em uma montanha em cujo pé fica a cidade, mas as autoridades voltaram nesta segunda-feira a descartar tal versão.

‘As causas da catástrofe residem, à primeira vista, apenas nas chuvas. Não vemos uma causa técnica, embora continue a investigação’, afirmou à agência de notícias ‘Interfax’ o chefe da agência federal de Recursos Hidrológicos, Vadim Nikanorov.

As autoridades reconheceram que a represa de Neberdzhayevsk transbordou várias vezes durante as chuvas torrenciais, mas descartaram que estes ‘vazamentos ordinários’ fossem a causa das inundações.

O acadêmico e ex-ministro de Proteção do Meio Ambiente Victor Danilov-Danilian declarou que as inundações foram provocadas pelas chuvas torrenciais, e especificou que houvesse um vazamento da represa de Neberdzhayevsk, sua influência no volume das inundações teria sido mínima.

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Militares se somaram nesta segunda-feira às tarefas de ajuda aos desabrigados de Krimsk. Mais de 600 soldados e 150 veículos militares foram à região do desastre, onde foi montado um acampamento com capacidade de abrigar 700 pessoas, segundo nota das Forças Armadas. EFE

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