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Com longas filas, Egito inicia histórica eleição presidencial

Mais de 50 milhões de pessoas podem votar no 1º turno, que vai até esta quinta. Pleito irá escolher o primeiro presidente desde a queda do ditador Mubarak

Por Da Redação
23 Maio 2012, 03h24

Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, longas filas se formaram nos locais de votação de norte a sul do Egito para o início da primeira eleição presidencial livre da história do país. Mais de 50 milhões de egípcios foram convocados às urnas para escolher o primeiro presidente desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro do ano passado.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar.

Leia mais no Tema ‘Revolta no Egito’

Os colégios eleitorais foram abertos às 8 horas locais (3 horas em Brasília) e serão fechados doze horas depois. Essa etapa do processo – o 1º turno do pleito histórico – ocorre em dois dias, sendo concluído na quinta-feira. A previsão é de que o vencedor da disputa só seja anunciado após a realização do segundo turno, em 16 e 17 de junho, uma vez que não há nenhum franco favorito.

Treze candidatos concorrem à Presidência, mas só quatro são apontados como prováveis vencedores: dois islamitas, o moderado Abdel Moneim Abul Futuh e o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi; e dois remanescentes do alto escalão do antigo regime, o ex-secretário-geral da Liga Árabe e ex-ministro das Relações Exteriores, Amr Moussa, e o último primeiro-ministro de Mubarak, Ahmed Shafiq.

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Fiscalização – No total, 14.500 juízes estão encarregados de fiscalizar o processo eleitoral em 13.099 locais de votação. Eles são assistidos por mais de 65.000 funcionários, segundo o governo da Junta Militar comandado pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, no poder desde a queda de Mubarak. Além disso, ONGs egípcias e estrangeiras também farão o acompanhamento das eleições.

Depois de 15 meses no controle do país, os militares prometeram entregar o poder ao novo governo civil em 1º de julho. A expectativa é que ao assumir, o novo presidente consiga pôr fim ao traumático período de transição que se estende desde o início da revolta popular contra o ex-ditador, marcado por conflitos nas ruas, prejuízos para o turismo e a economia como um todo e aumento da criminalidade.

Eleitores egípcios aguardam para votar em Alexandria, segunda maior cidade do país
Eleitores egípcios aguardam para votar em Alexandria, segunda maior cidade do país (VEJA)

(Com agência EFE)

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