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Com fogos, líder venezuelano celebra renúncia de presidente do Peru

Pedro Pablo Kuczynski deixou governo peruano após alegações de compra de votos atingirem seu partido

Por Da redação 22 mar 2018, 18h05

O primeiro vice-presidente do partido governista da Venezuela, Diosdado Cabello, comemorou a queda do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, com fogos de artifício depois de meses de atrito entre os governos dos dois países sul-americanos.

Kuczynski, ex-banqueiro de Wall Street de 79 anos que chegou a ter cidadania americana, era um dos principais críticos da América Latina ao governo socialista do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em assuntos como direitos humanos e democracia. Kuczynski proibiu Maduro de comparecer à Cúpula das Américas, que ocorre em Lima no próximo mês.

O peruano renunciou na quarta-feira após alegações de compra de votos atingirem seu partido de centro-direita e às vésperas da votação por seu impeachment provocada por uma investigação de corrupção sobre suas conexões com a empreiteira brasileira Odebrecht.

“Estes fogos de artifício são porque alguém está indo embora! Adeus, PPK, adeus, PPK!”, vibrou Cabello diante de uma plateia exultante, usando a sigla pela qual Kuczynski é conhecido, enquanto fogos de artifício estouravam nos céus ao final desta quarta-feira.

“Aqui estão alguns fogos de artifício para lembrar o mundo: se você mexer com a Venezuela, está fora!”, acrescentou no evento, transmitido em seu programa de televisão semanal. Apoiadores bradavam: “Ele se foi, ele se foi!”

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Apesar da queda de Kuczynski, Maduro ainda enfrenta forte oposição na maioria das grandes nações ao redor da América Latina. O novo líder peruano, o até-então vice-presidente, Martín Vizcarra, pode seguir a mesma linha dura de seu antecessor no trato com Caracas.

Desafiando o veto de Lima, Maduro prometeu ir à cúpula em meados de abril, que deve ter a presença de seu maior crítico internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Vejo vocês em Lima!”, acrescento um Cabello entusiasmado, mencionando Trump entre outros líderes internacionais que se opõem ao governo venezuelano.

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, também atacou Kuczynski, chamando-o no Twitter de “autointitulado fantoche imperialista” e “pessoa ruim” que ruma para a “lata de lixo da história”.

(Com Reuters)

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