Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.

Com EUA de fora, França e Reino Unido reúnem 40 países em cúpula para reabrir Ormuz

Comunidade internacional se mobiliza para garantir a segurança da navegação na rota por onde passa 20% do petróleo global

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 09h59 | Atualizado em 17 abr 2026, 10h00
Com EUA de fora, França e Reino Unido reúnem 40 países em cúpula para reabrir Ormuz Priorizar nos meus resultados Google

Os líderes da França e do Reino Unido presidirão uma reunião com cerca de 40 países, sem a participação dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 17, que discutirá esforços para a reabertura do Estreito de Ormuz — rota por onde passa 20% do petróleo mundial, fechada desde o início da guerra no Oriente Médio.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu na manhã desta sexta. Em Paris, ele disse que “faria tudo o que pudesse” para aliviar o impacto econômico da guerra no Irã e destravar a nevrálgica passagem.

“A reabertura incondicional e imediata do estreito é uma responsabilidade global, e precisamos agir para fazer com que a energia e o comércio globais voltem a fluir livremente”, declarou Starmer, que acusou o Irã de “manter a economia mundial como refém” ao bloquear a navegação na região.

Continua após a publicidade

Antes da conferência, Macron afirmou em uma publicação no X (antig0 Twitter) que a missão para garantir a segurança da navegação na região será “estritamente defensiva”, restrita a países não envolvidos no conflito e executada “quando as condições de segurança permitirem”.

A lista de participantes da cúpula não foi divulgada, mas Macron e Starmer discutiram o assunto com representantes de mais de 40 países nas últimas semanas, incluindo nações do Oriente Médio e da Ásia. O governo americano não se juntou à mobilização, que foi batizada informalmente de Iniciativa pela Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz, enquanto Donald Trump mantém ativo o seu próprio bloqueio em Ormuz contra embarcações iranianas.

Continua após a publicidade

Apesar de não participar, Trump afirmou que pretende “abrir permanentemente” e sozinho o Estreito de Ormuz.

Bloqueio americano

A cúpula internacional ocorre poucos dias após os Estados Unidos iniciarem um bloqueio naval ao redor de Ormuz. Depois que as negociações de paz com o Irã fracassaram no fim de semana, o presidente Donald Trump ordenou um cerco completo à passagem, autorizando a interceptação de embarcações com origem ou destino a portos iranianos. O cerco mobilizou 10 mil militares, quinze navios de guerra e dezenas de aviões e helicópteros para fiscalizar uma área que engloba o Golfo de Omã e o Mar Arábico (o Estreito de Ormuz conecta essas águas ao Golfo Pérsico, lar das monarquias árabes petrolíferas).

Continua após a publicidade

Com a medida, os Estados Unidos pretendem pressionar o setor de petróleo iraniano, pilar de sua economia e responsável por 10% a 15% do PIB, e encerrar os pagamentos do chamado “pedágio de Teerã”, que por cerca de US$ 2 milhões tem permitido navios seletos atravessarem a nevrálgica rota marítima.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), unidade do Pentágono responsável pela região do Oriente Médio, informou na quinta-feira que treze embarcações tiveram que dar meia-volta e retornar a um porto ou a uma área costeira do Irã durante as primeiras 48 horas do bloqueio que começou na segunda-feira. Apesar disso, o regime iraniano afirmou que está utilizando portos alternativos para contornar a Marinha americana e que dois de seus navios conseguiram furar a barreira e atravessar Ormuz em 24h.

Continua após a publicidade

Crucial rota marítima por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás consumidos pelo mundo, Ormuz foi efetivamente fechado pelo Irã desde o início da guerra, como retaliação aos ataques que sofreu dos Estados Unidos e Israel. Durante o conflito, o fluxo no estreito despencou de 130 para seis navios por dia.

A passagem deveria ser aberta mediante uma trégua acordada em 8 de abril, que vigora, inicialmente, até a próxima terça-feira, 21, mas permaneceu trancada devido a um desacordo sobre os termos (em especial, a continuidade dos bombardeios israelenses contra o Líbano, uma das múltiplas frentes do conflito).

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).