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Com avanço centrista, Netanyahu discute possíveis coalizões

Aliados do primeiro-ministro conquistaram apenas 60 cadeiras no Parlamento

Por Da Redação - 23 jan 2013, 13h02

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou nesta quarta-feira as conversas para formar uma coalizão ampla o suficiente para formar um novo governo, diante do intrincado cenário parlamentar que as urnas desenharam depois das eleições desta terça. Resultados preliminares indicam que os aliados de Netanyahu conquistaram apenas 60 assentos no Parlamento, metade do total de cadeiras, deixando espaço para um avanço da centro-esquerda. A coligação de Netanyahu, Likud-Beitenu, não conseguiu mais do que 31 assentos – uma redução de 11 cadeiras em relação à composição anterior.

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Pouco após a divulgação das pesquisas de boca de urna, o primeiro-ministro prometeu aos partidários formar uma coalizão “o mais ampla possível” e deixou aberta a possibilidade de trabalhar com o recém-formado Yesh Atid, partido liderado por Yair Lapid, um ex-apresentador de telejornal de 49 anos, amante das artes marciais.

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Discurso – Após vencer as eleições legislativas na terça-feira, Netanyahu declarou que pretende implantar “mudanças” em sua administração, mas a prioridade número um do governo segue sendo impedir o armamento nuclear do Irã. “O governo que formaremos se baseará em três grandes princípios: o primeiro de todos, a força militar contra as grandes ameaças que enfrentamos. O primeiro desafio foi e continua sendo impedir que o Irã obtenha armas nucleares”, discursou o premiê em Tel Aviv.

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Netanyahu também falou sobre novas políticas públicas que pretende implantar. Entre elas estão mais responsabilidade econômica devido à crise financeira internacional e diminuição do custo de vida, incluindo preço dos imóveis. “Acredito que os resultados da eleição representam uma oportunidade para fazer as mudanças que o povo de Israel quer ver e que servirão a todos os cidadãos do estado de Israel”, disse.

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