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Com apoio da Rússia, Irã começa a enviar combatentes para a Síria

Os soldados iranianos devem juntar forças com seus aliados libaneses do Hezbollah, em uma ofensiva contra os rebeldes que tentam tirar o ditador Bashar Assad do poder

O Irã enviou centenas de tropas para o norte e o centro da Síria, em sua primeira operação do tipo no país em guerra civil. Os soldados iranianos devem juntar forças com seus aliados libaneses do Hezbollah, em uma ofensiva contra os rebeldes que tentam tirar o ditador Bashar Assad do poder. As operações iranianas serão conduzidas nas províncias de Aleppo e Hama, afirmaram ativistas sírios nesta quarta-feira.

“As preparações para a grande batalha nessa área estão prontas”, afirmou uma autoridade síria à agência Reuters, que não a identificou. “Existe uma grande mobilização do exército sírio. São combatentes de elite do Hezbollah e milhares de iranianos que chegaram aos poucos nos últimos dias”, completou a fonte. O controle da cidade de Aleppo e da província do mesmo nome está divido entre o governo sírio, rebeldes que lutam contra o regime de Assad e terroristas do Estado Islâmico (EI) que ocupam algumas zonas rurais próximas à cidade.

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Com o apoio dos ataques aéreos russos e a ajuda das forças do Hezbollah e dos soldados iranianos, o Exército sírio tenta expulsar os rebeldes de áreas a oeste, que são essenciais para a manutenção de Assad no poder, e já recapturou uma série de cidades nas províncias de Hama e Latakia.

A chegada dos iranianos pode piorar a guerra civil na Síria, que já matou mais de 250.000 pessoas e fez com que metade da população do país fugisse de suas casas. A notícia também é uma mostra do alcance abrangente do envolvimento militar russo em território sírio e pode fortalecer a visão de que o objetivo de Moscou é apoiar o regime do ditador Bashar Assad.

A Rússia começou a realizar ataques na Síria em 30 de setembro e, uma semana depois, tropas sírias e milicianos aliados iniciaram uma ofensiva por terra contra rebeldes no centro do país. Moscou diz que tem como alvo o Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria, mas Os Estados Unidos, União Europeia e rebeldes sírios afirmam que a maioria dos ataques teve como alvo forças que lutam contra Assad, em áreas no centro e no norte do país – regiões onde o grupo extremista não tem uma presença forte.

(Da redação)