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Com apenas 45 dias de governo, Milei demite ministro da Infraestrutura

Guillermo Ferraro teria sido responsável por vazar informações de reuniões feitas na Casa Rosada, segundo imprensa local

Por Da Redação
Atualizado em 7 Maio 2024, 16h06 - Publicado em 26 jan 2024, 12h27

O presidente da Argentina, Javier Milei, perdeu o primeiro membro de seu gabinete após 45 dias de governo, demitindo nesta sexta-feira, 26, seu ministro da Infraestrutura, Guillermo Ferraro.

Segundo informações dos jornais argentinos Clarín e La Nación, Ferraro teria sido responsável por vazar informações de reuniões interministeriais feitas na Casa Rosada. Em um dos vazamentos, Milei teria criticado governadores e prometido que os deixaria “sem nenhum centavo”.

+ Greve geral é primeira demonstração de força da oposição contra Milei

Com a saída de Ferraro, uma possibilidade é que o Ministério da Infraestrutura seja reformulado como uma secretaria dentro da pasta da Economia.

A perda se dá logo após uma greve geral vista como a primeira grande demonstração de força da oposição contra Milei e dificuldades em conseguir aprovar o megaprojeto de lei conhecido como “lei Omnibus”. Apesar de ter conseguido uma importante vitória política na quarta-feira ao conquistar apoio da maioria, o governo decidiu adiar sessão na Câmara dos Deputados para ter mais tempo de negociação com blocos da oposição.

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Ao todo, cem dos 664 artigos do pacote já sofreram alterações, uma manobra que revela a resistência que a classe política tinha em conceder poderes tão amplos ao presidente, em início de governo. Entre os pontos que foram alterados está o fim da obrigatoriedade de privatizar a petroleira YPF e a retirada do artigo que determinava que a reunião de mais de três pessoas em espaço público seria considerada uma manifestação e necessita de autorização do ministério da segurança para ocorrer.

A apresentação da lei Omnibus (para todos, em latim) levou a principal central sindical da Argentina, CGT, de orientação peronista, a convocar uma greve geral também na quarta-feira. Segundo a CGT, os protestos reuniram 1,5 milhão de pessoas em todo o país, incluindo 350.000 só na capital, Buenos Aires. O governo, por sua vez, diz que apenas 40.000 pessoas se juntaram na cidade. 

Apesar de postos de controle, tensões foram sentidas, principalmente em Buenos Aires. Diferentes centrais sindicais,  trabalhadores da saúde e funcionários públicos se juntaram à paralisação.

Em publicação nas redes sociais, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, chamou os organizadores da greve de “mafiosos” e afirmou que são “sindicalistas, gerentes da pobreza, juízes cúmplices e políticos corruptos, todos defendendo seus privilégios”.

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