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Colômbia suspende diálogo com as Farc após sequestro de general

Juan Manuel Santos determinou que negociadores não viajem a Cuba

Por Da Redação 17 nov 2014, 07h27

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, suspendeu as negociações de paz com as Farc depois que um general e duas pessoas que o acompanhavam foram sequestrados pela narcoguerrilha. O presidente reuniu-se com a cúpula militar na noite de domingo e anunciou que os enviados do governo não iriam nesta segunda-feira para Havana, para uma nova rodada de negociações. “Vou determinar aos negociadores que não viajem e que a negociação fique suspensa até que o episódio fique esclarecido e essas pessoas sejam libertadas”.

A reunião com os militares foi convocada em caráter de urgência depois da divulgação da notícia sobre o sequestro do general Rubén Alzate, do cabo Jorge Rodríguez Contreras e da advogada Gloria Urrego, coordenadora de Projetos Especiais do Exército. Eles foram sequestrados em uma área afastada do departamento de Chocó, no oeste do país, durante uma viagem para inspeção de obras de um projeto energético realizado pelo Exército. “É um sequestro totalmente inaceitável. Já temos informações que nos dão a certeza de que foram as Farc”, ressaltou Santos.

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Segundo o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, o general se deslocava em um bote quando decidiu parar em Las Mercedes, na zona rural de Quibdó, capital do departamento de Chocó. Ele foi surpreendido por homens armados ao desembarcar na região com grande presença de integrantes das Farc. O soldado que manejava o bote conseguiu escapar e retornou a Quibdó, onde comunicou o sequestro aos comandantes.

“Não conhecemos as razões pessoais ou de inteligência porque não seguiram os protocolos de segurança para a proteção do general”, disse Pinzón, que supervisiona as investigações.

O presidente Santos também deu ordem para que sejam feitas as “operações necessárias” para resgatar o general e as outras duas pessoas. Afirmou ainda que há questões a serem esclarecidas, como o motivo da presença do general como civil em uma zona onde há presença das Farc. “Por que o general Alzate estava como um civil? Por que disse a sua escolta que não o acompanhasse?”, questionou, cobrando explicações à cúpula militar.

O general comanda a Força Tarefa Titán, criada no início deste ano e que conta com aproximadamente 2.500 integrantes. A missão do grupo é combater duas frentes das Farc (34 e 57) e a frente de guerra ocidental do Exército de Libertação Nacional, que tem presença em Chocó, informou o jornal espanhol El País.

As negociações de paz tiveram início há dois anos, sem que as Farc se comprometessem a abandonar as armas ou abrissem mão de sequestrar policiais ou militares, considerados ‘prisioneiros de guerra’. Há poucos dias, a narcoguerrilha afirmou ter em seu poder dois soldados feitos reféns em meio a combates ocorridos no último dia 9.

(Com agência France-Presse)

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