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Coalizão internacional bombardeia posições do EI no norte da Síria

Em entrevista a uma rede de TV, o presidente da Câmara de Deputados dos EUA defendeu o envio de tropas terrestres para combater os jihadistas

Por Da Redação 29 set 2014, 08h15

Aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos bombardearam na noite de domingo posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nas províncias sírias de Al Raqqah e Aleppo, no norte do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade civil com sede em Londres. A força internacional teve como principal alvo as regiões dos arredores da cidade de Al Raqqah, capital da província homônima e reduto principal da organização extremista. Também bombardeou um dos quartéis do EI, situado na escola Ain Arus, próxima à cidade de Tel Abiad, assim como outro prédio nas cercanias. A ONG ressaltou que por enquanto não há informações sobre vítimas.

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Enquanto isso, em Aleppo, os aviões lançaram três ataques aéreos contra a área de Sauamea, nos arredores do povoado de Menbech, sob controle do EI. Ali bombardearam um moinho e uma base dos extremistas na estrada que liga Menbech com a cidade de Yarabulus. Segundo informou o Observatório, mas sem especificar um úmero exato, há mortos e feridos entre os funcionários do moinho e os jihadistas.

O grupo sírio Frente Nusra, facção filiada à Al Qaeda, prometeu “usar todos os meios possíveis” para revidar os ataques aéreos realizados pela coalizão liderada pelos EUA e advertiu que o conflito poderá chegar a países ocidentais que ingressarem na aliança. Os EUA consideram o Frente Nusra como grupo terrorista, mas os rebeldes sírios há muito tempo o veem como um forte aliado contra os extremistas do Estado Islâmico – principal alvo da coalizão – e das forças do ditador sírio Bashar Assad.

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Rebeldes sírios, ativistas e analistas têm alertado que o combate ao Frente Nusra vai injetar mais caos ao conflito sírio e indiretamente ajudar Assad, atacando um de seus principais adversários. Os EUA insistem na renúncia de Assad, mas não atacam suas forças, que estão se beneficiando dos ataques aéreos contra os extremistas.

Tropas terrestres – O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, John Boehner, em entrevista à rede ABC News, indicou neste domingo que o envio de tropas americanas ao Iraque ou à Síria pode ser necessário para eliminar a ameaça representada pelo grupo extremista Estado Islâmico. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que se opõe a isso, mas Boehner sugeriu que o uso de tropas de combate pode ser necessário caso a coalizão internacional não consiga derrotar os militantes.

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“Em algum momento, as botas de alguém têm de estar no chão”, disse Boehner em uma entrevista ao programa ‘This Week’, da ABC News. Até agora, a Casa Branca e seus aliados têm feito apenas ataques aéreos contra os extremistas e estão se preparando para treinar rebeldes sírios para agir em solo.

(Com agências Reuters e EFE)

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