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Coalizão intensifica ataques e mata mais de 200 jihadistas na Síria e no Iraque

No Iraque, os caças bombardearam um comboio do Estado Islâmico e a cidade de Mosul, tomada pelos jihadistas. Na Síria, os ataques foram em Kobani

Por Da Redação 9 out 2014, 07h34

Pelo menos 220 jihadistas morreram na madrugada desta quinta-feira em um bombardeio de aviões da coalizão internacional contra um comboio do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, disse o chefe do Comitê de Segurança do Conselho da província de Ninawa, Mohammed Ibrahim al Bayati. Segundo Bayati, o comboio no qual viajavam os extremistas era composto por 25 veículos, que também carregavam com armas e equipamento militar.

Os bombardeios aéreos da coalizão internacional também causaram a morte de pelo menos seis jihadistas e feriram dezessete em Mosul, a segunda maior cidade do Iraque. Caças americanos, britânicos e holandeses participaram dos ataques contra o EI nos bairros de Al Tahrir e Nerkal. Outro alvo dos bombardeios foram as instalações de Al Kandi, no nordeste de Mosul, que serviram de base à Segunda Divisão do Exército iraquiano, e que agora são usadas pelo EI como sede.

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Bayati indicou que mais de vinte ambulâncias chegaram aos lugares atingidos para evacuar os mortos e feridos, e não descartou que aumente o número de vítimas, já que há corpos sob os escombros. Em junho, o EI tomou o controle de Mosul e de outras zonas do norte do país e proclamou um califado no Iraque e na Síria, onde impôs uma interpretação radical da lei islâmica.

Síria – Em Kobani, cidade curda no norte da Síria, pelo menos 57 pessoas morreram nas últimas 24 horas em conflitos e bombardeios. A cidade, próxima na fronteira com a Turquia, luta para não ser dominada pelo grupo jihadista EI, informou nesta quinta-feira a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Cerca de 23 jihadistas morreram devido aos bombardeios dos aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Outros dezenove radicais islâmicos foram mortos em combates e em uma emboscada feita pelas Unidades de Proteção do Povo Curdo na cidade. Os milicianos curdos sírios sofreram pelo menos quinze baixas nos conflitos.

O EI já tem o controle de um terço de Kobani, após ter conseguido avançar pelo interior da cidade nas últimas horas. Os jihadistas progridem “de forma lenta, mas contínua” rumo ao centro, informam as fontes do OSDH. O presidente da Administração Autônoma curda de Kobani, Anwar Muslem, disse por telefone que pelo lado leste os radicais avançaram um quilômetro pela cidade, que tem 5 quilômetros de extensão, mas que ainda não alcançaram o centro. Washington reconhece que os bombardeios, que se intensificaram nas últimas 24 horas, não serão suficientes para defender a localidade.

Os extremistas sunitas invadiram Kobani na segunda-feira pela primeira vez desde o início de sua ofensiva contra a cidade, no dia 16 de setembro. Kobani é um dos três principais enclaves curdos da Síria, ao lado das regiões de Afrin e Yazira, e faz parte da administração autônoma curda no território sírio.

(Com agências Reuters e EFE)

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