CNT pede que Otan fique ‘ao menos mais um mês’ na Líbia

Organização planeja encerrar a missão até dia 31 e anúncio deve ser feito na 4ª

Por Da Redação - 25 out 2011, 10h10

O Conselho Nacional de Transição (CNT) quer que a Otan permaneça mais tempo na Líbia, indicou nesta terça-feira o ministro interino de Petróleo e Finanças, Ali Tarhuni. “Peço à Otan que permaneça ao menos mais um mês”, declarou Tarhuni à imprensa na cidade de Bengasi, onde teve início a rebelião contra Muamar Kadafi.

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel terminou em 20 de outubro, quando ele foi morto pelos rebeldes em sua cidade-natal, Sirte.

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Pouco antes, a organização havia confirmado a intenção de colocar fim à missão na Líbia em 31 de outubro, cujo anúncio oficial está programado para quarta-feira.”Espera-se que avance, embora a decisão final corresponda aos países em consenso”, explicou uma fonte do grupo, quem ressaltou que ninguém se opôs por enquanto a levar adiante o plano de encerrar a operação no fim do mês.

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Na última sexta-feira – quando anunciou a intenção de pôr fim à missão – o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, explicou que a decisão seria dada nesta semana após conversas com as Nações Unidas e o Conselho Nacional de Transição (CNT).

Controle – À espera do fim das operações, a Aliança Atlântica reduz progressivamente a capacidade da missão, apesar de seguir controlando a situação e ter meios “para responder às ameaças se for necessário”, acrescentou. A Otan anunciou o fim da missão apenas um dia depois da morte de Muamar Kadafi e da queda de Sirte, a cidade natal do ex-líder e último reduto de seus fiéis.

Na segunda-feira, o comandante da operação, o general canadense Charles Bouchard, confirmou que a missão completou os objetivos e que a ameaça à população civil não havia mais. A Aliança Atlântica deixou claro que não tem nenhuma intenção de manter forças na Líbia uma vez termine a operação.

(Com agência EFE)

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