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CNE diz que auditoria não reverterá vitória de Maduro

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Por Da Redação - 20 abr 2013, 21h50

A vice-presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Sandra Oblitas, disse neste sábado que a auditoria das eleições na Venezuela “não reverterá, de forma alguma, os resultados que deram a vitória a Nicolás Maduro”. Em entrevista coletiva, Sandra pediu que não se criem “expectativas falsas” sobre o que é uma auditoria.

“Esta auditoria não é uma recontagem de votos e também não tem objetivo algum de revisar os resultados”, afirmou Sandra Oblitas, uma das cinco que tem o poder eleitoral. Sandra disse ainda que ‘a medida apenas comprova que os resultados eleitorais estão sujeitos a uma auditoria’.

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Na última quinta-feira, após quatro dias de grande tensão na Venezuela e quando os chefes de estado da União de Nações Sul-americanas (Unasul) estavam reunidos no Peru para abordar a situação política do país, o CNE anunciou a auditoria eleitoral dos votos restantes das eleições.

Situação particular – Na ocasião, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, explicou que o CNE havia tomado esta decisão ‘atendendo a uma situação evidentemente particular’ que ‘em nenhum caso deve ser interpretada como recontagem’. A reitora da CNE Sandra Oblitas, por sua vez, disse neste sábado que há ‘uma operação de saturação midiática que procura criminalizar e superexpor qualquer situação nos centros de votação’, além de ter indicado que não permitirá que ‘a verificação do funcionamento da plataforma se transforme em uma espécie de julgamento político publicitário’.

A funcionária assegurou que, se os resultados ‘não são reconhecidos por alguma parte, existem as instâncias legais para recorrê-los’, afirmando que na Venezuela ‘existe um estado de direito que garante saídas legais para as inconformidades eleitorais’.

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Ao se referir à auditoria, o candidato da oposição, Henrique Capriles, anunciou hoje que a oposição formou uma equipe que acompanhará este processo e indicou que compreende ‘todos os elementos que compõem o processo eleitoral’. Capriles defende que as 12.000 caixas que serão levadas para auditoria poderão determinar que ‘esse resultado não corresponde à verdade’. O opositor disse neste sábado que a auditoria não é uma concessão, e sim um direito e um ‘triunfo alcançado pelo povo’.

Maduro obteve 50,8% dos votos, contra 49% para Capriles, e venceu a eleição presidencial por uma diferença de 265.000 votos. Na noite do último domingo, logo após a divulgação dos resultados, Maduro defendeu uma auditoria sobre todas as urnas para “não deixar dúvidas” sobre o resultado, mas depois mudou o discurso e acusou a oposição de golpismo por tentar “vulnerar a maioria democrática” ao ignorar os resultados e pedir a recontagem dos votos. Os dois lados mobilizaram manifestações, que acabaram em oito mortes na segunda-feira, segundo o governo.

(Com agência EFE)

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