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CNE anuncia ‘erro zero’ na eleição venezuelana

Oposição considera auditoria ainda não finalizada dos votos uma farsa

Por Da Redação 17 Maio 2013, 09h47

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na quinta-feira que nenhum erro foi identificado após dez dias de auditoria parcial dos resultados da eleição presidencial de 14 de abril. O procedimento, altamente questionado pela oposição, deve durar 30 dias.

“O trabalho realizado nos últimos dez dias mostra a lisura com a qual está sendo realizada a verificação cidadã, a segurança da plataforma do sistema eleitoral do nosso país, a robustez do sistema eleitoral venezuelano que produziu erro zero”, disse a vice-presidente do CNE, Sandra Oblitas.

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Sandra disse que 143 técnicos participam da auditoria e que, até agora, 75,63% das mesas de votação já foram verificadas. “Identificamos uma coincidência que alcança 99,99% e os 0,02% não correspondem a inconsistências no dados, não se supõe de maneira alguma uma alteração da vontade dos eleitores”, disse.

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Oposição – Pouco depois do anúncio do CNE na noite de quinta-feira, o líder da oposição Henrique Capriles voltou a classificar a auditoria de “farsa”, em comentário escrito em seu perfil no Twitter. “Os auditores burlaram e mentiram ao país e à comunidade internacional. Uma auditoria sem cadernos de votação é uma farsa”, disse.

A Venezuela vive uma crise política após as eleições presidenciais de 14 de abril, em que o apóstolo de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, saiu vencedor por uma estreita margem. A oposição pediu uma auditoria dos votos em meio a “panelaços e foguetaços”, protestos que acabaram em conflitos violentos. Deputados oposicionistas chegaram a ser agredidos por governistas na Assembleia, chamando a atenção de legisladores do Mercosul, que estudam a expulsão do país.

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Uruguai – Ironicamente, o ateu José Mujica, presidente do Uruguai, pedirá ao papa Francisco, que o receberá em 1º de junho no Vaticano, para intervir pela paz na Venezuela e na Colômbia. Em entrevista à agência EFE, Mujica defendeu o processo eleitoral venezuelano, mas disse que não se deve confundir um regime com uma nação. “A Igreja finalmente deu um reconhecimento ao que significa a América Latina e pode ser uma oportunidade importante”, disse Mujica em referência ao fato de o papa ser argentino.

(Com agência France-Presse)

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