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Clérigo muçulmano ligado a terroristas é morto no Quênia

Assassinato provocou onda de protestos na segunda maior cidade do país; uma igreja foi queimada

Por Da Redação - 4 out 2013, 12h18

Um pregador muçulmano radical e outras três pessoas foram assassinadas a tiros na quinta-feira à noite em Mombasa, a segunda maior cidade do Quênia. Ibrahim “Rogo” Omar, considerado um dos clérigos mais importantes do país, era suspeito de ter ligações com a rede terrorista somali Al Shabab – responsável pelo ataque ao shopping Westgate, em Nairóbi, que resultou na morte de 69 civis e soldados há duas semanas.

Após o anúncio do crime, foram registrados protestos violentos em Mombasa. Uma igreja cristã foi incendiada e pelo menos uma pessoa foi baleada. No final da manhã desta sexta-feira, policiais ainda tentavam conter os manifestantes com bombas de gás lacrimogênio, segundo a rede BBC.

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De acordo com o jornal queniano Daily Nation, Rogo e quatro companheiros foram mortos quando voltavam para casa após deixarem a mesquita Masjid Musa, um local frequentado por radicais. O veículo em que viajavam foi crivado de balas a meio quilômetro da delegacia de Bamburi, no norte da cidade. Só um dos ocupantes da caminhonete sobreviveu.

Clérigos muçulmanos que correram para a cena do ataque acusaram a Unidade da Polícia Antiterrorismo (ATPU) do Quênia pela chacina.

Histórico – Rogo Omar chegou a ser julgado por suspeita de ligação com o ataque ao Hotel Paradise em Mombasa, em 2002, uma ação que resultou na morte de treze pessoas e deixou 80 feridos. As acusações foram posteriormente arquivadas. Em fevereiro, ele voltou a ter problemas ao ser preso pela posse de um fuzil de assalto, 113 carregadores de munição, duas granadas, duas pistolas e 102 detonadores.

As circunstâncias da morte de Rogo foram similares a do seu antecessor Abud Rogo Mohamed, um controverso clérigo acusado de vínculos com os insurgentes islamitas somalis shebab, que também foi assassinado a tiros em agosto de 2012. A morte de Aboud Rogo também gerou uma onda de violência na cidade. Três policiais foram mortos na ocasião. A exemplo do clérigo assassinado na quinta-feira, ele também era suspeito de ter ligações com o grupo terrorista Al Shabab.

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(Com agências EFE e France-Presse)

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