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Clérigo Abu Hamza é extraditado para os Estados Unidos

Fundamentalista islâmico será julgado no país por crimes ligados ao terrorismo

O clérigo radical islâmico Abu Hamza e outros quatro suspeitos de terrorismo foram extraditados pela Grã-Bretanha para os Estados Unidos na noite de sexta-feira, conforme informou a secretária britânica do Interior, Theresa May. Os cinco acusados foram entregues por membros da Scotland Yard a oficiais americanos na base militar de Mildenhall e embarcaram em dois aviões rumo aos EUA.

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Autorizada pela Suprema Corte britânica no final de setembro, a extradição de Abu Hamza – conhecido por suas declarações de ódio ao ocidente – encerra uma batalha judicial de oito anos, iniciada quando o radical foi preso na Grã-Bretanha em 2004 e os EUA requisitaram sua transferência para enfrentar acusações de terrorismo. Na sexta, um tribunal inglês rejeitou o último recurso do clérigo fundamentalista, que tentava permanecer no país alegando problemas de saúde.

Histórico – De origem egípcia, mas residente em Londres, Abu Hamza responde por 11 crimes nos EUA, entre eles conspirar para criar um campo de treinamento de jihadistas no estado de Oregon (EUA), entre junho de 2000 e dezembro de 2001. Ele deve ser julgado também por sua participação no sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998, que acabou com a morte de quatro reféns, e por apoiar atentados violentos no Afeganistão em 2001. Na Grã-Bretanha, Hamza era acusado de incitar o terrorismo em sermões. O clérigo perdeu uma mão e um olho na década de 1980, lutando contra tropas soviéticas no Afeganistão.

Entre os outros suspeitos enviados aos EUA, está também Babar Ahmad, que manteve um site na internet baseado em Londres com conteúdo de apoio a atos terroristas – seu sócio no projeto, Syed Talha Ahsan, também teve sua extradição aprovada. A lista de terroristas é completada por Adel Abdul Bary e Khaled al Fawwaz, acusados de serem auxiliares do antigo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, e de se envolverem, junto com outras 20 pessoas, no ataque contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salam (Tanzânia) em 1998.

(Com agências EFE e France-Presse)