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Cinzas expelidas por vulcão provocam prejuízos para chilenos

O governo prometeu ajuda financeira aos fazendeiros locais que foram atingidos pela erupção do Calbuco. Casas e estabelecimentos comerciais desabaram

Por Da Redação - 27 abr 2015, 17h58

A forte erupção do vulcão Calbuco, situado a 1.000 quilômetros de Santiago, no Chile, causou grandes prejuízos para a população da região sul do país. Mesmo com os riscos de novas erupções, as pessoas têm voltado para casa em busca de bens pessoais e para contabilizar as perdas provocadas pelas cinzas. De acordo com a rede britânica BBC, os tetos de diversas casas e estabelecimentos comerciais desabaram devido ao acúmulo de material expelido pelo vulcão.

“Um deserto cinza se formou, não importa para qual direção você olhar. Há cerca de 50 centímetros de cinzas sobre as ruas das cidades e sobre as casas”, afirmou o morador Victor Hugo Toledo à agência de notícias Associated Press. O comerciante Rony Alvarado lamentou o desabamento do teto de seu restaurante. “Onze anos de trabalho foram perdidos em um dia, em um segundo”.

Fazendeiros locais receberam promessa de ajuda financeira do governo para recuperar os danos provocados às suas propriedades. O foco, no momento, é transferir vacas e carneiros para evitar a intoxicação dos animais.

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O vulcão Calbuco expeliu aproximadamente 210 milhões de metros cúbicos de cinza. Ao menos 6.000 pessoas tiveram de deixar suas casas devido à erupção. O Exército chileno realiza operações nas cidades atingidas para ajudar na limpeza. O temor das autoridades é de que as chuvas possam se misturar com as cinzas e provocar deslizamentos de terra.

O Calbuco está localizado a 2.015 metros acima do nível do mar e não entrava em erupção desde 1972. Os geólogos o consideram um dos mais perigosos vulcões do Chile devido a sua constituição geológica e proximidade com áreas urbanas.

(Da redação)

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