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Cinzas do vulcão islandês faz Europa cancelar 250 voos

Nuvem que cobre Escócia e Irlanda ainda pode chegar à Dinamarca e Alemanha

Por Da Redação 24 Maio 2011, 08h04

Mais de 250 voos foram cancelados na manhã desta terça-feira, como consequência da nuvem de cinzas provocada pela erupção do vulcão islandês Grimsvötn, segundo anunciou a Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol). Conforme Brian Flynn, responsável de operações da Eurocontrol, as cinzas que cobrem a maior parte da Escócia e da Irlanda do Norte se deslocarão ao longo do dia para o sul da Escandinávia, a Dinamarca e, provavelmente, o norte da Alemanha. Durante a semana, os céus de França e Espanha também podem ficar encobertos.

Várias companhias aéreas suspenderam os voos das próximas horas com origem ou destino à Escócia por causa da nuvem de cinzas. A decisão foi tomada pela British Airways, a holandesa KLM, a irlandesa Air Lingus e a companhia de baixo custo Easyjet. A Noruega também foi afetada pela erupção na Islândia e fechou parcialmente nesta terça-feira o tráfego aéreo em cidades do sudoeste do país. As autoridades norueguesas esperam que o restante do país não seja afetado. Já na Islândia, após um dia paralisado, o tráfego aéreo foi reaberto em seus principais aeroportos ainda na segunda-feira à noite.

Contudo, a Comissão Europeia anunciou que não prevê a necessidade do fechamento estendido do espaço aéreo, pelo menos por enquanto.

Vulcão Grimsvötn: imagem da Nasa mostra a nuvem de cinzas
Vulcão Grimsvötn: imagem da Nasa mostra a nuvem de cinzas VEJA

Alerta – O Grimsvötn, o vulcão mais ativo da Islândia, entrou em erupção no sábado, cerca de um ano depois de um fenômeno similar no Eyjafjallajökull, outro vulcão islandês, ter paralisado o tráfego aéreo europeu durante várias semanas. A ameaça da nuvem de cinza colocou a Europa em alerta máximo na segunda-feira e obrigou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a antecipar em várias horas seu voo de Dublin a Londres para uma visita que começa nesta terça-feira.

A União Europeia ativou uma célula de coordenação de crise para responder com rapidez e de maneira ordenada ao possível impacto da nuvem vulcânica. O grupo, que reúne a Comissão Europeia (CE), as companhias aéreas europeias, os aeroportos, as autoridades nacionais de aviação e o Eurocontrol, emitirá diretrizes para esclarecer em que condições se poderá voar.

A erupção do Grimsvötn é a mais poderosa desde 1873. Mas especialistas acreditam que o impacto este ano será menor que o de 2010, porque, ao contrário do Eujafjallajokull, as cinzas do Grimsvötn são dissipadas com maior facilidade e os ventos estão favoráveis.

(Com agências EFE e France-Presse)

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