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Cineasta grego Theo Angelopoulos morre aos 76 anos

Atenas, 25 jan (EFE).- O cineasta Theo Angelopoulos – vencedor da Palma de Ouro em Cannes, com ‘A Eternidade e um Dia (1998)’, morreu na madrugada desta quarta-feira em um hospital próximo ao porto de Pireu, na Grécia, depois de ter sido atropelado por uma moto na noite anterior.

Após a confirmação da morte do aclamado artista, de 76 anos, inúmeras autoridades lamentaram o fato publicamente. ‘O país, que passa por um momento difícil, perde um de seus grandes criadores’, afirmou o primeiro-ministro, Lucas Papademos.

‘Tratava-se de uma das principais figuras do cinema mundial, cuja visão abriu novos caminhos e capturou o drama do pós-guerra civil grega, contribuindo para um melhor entendimento da história moderna da Grécia’, acrescentou.

‘O cinema de Theo Angelopoulos é um ponto de referência não só para seus colegas de todo o mundo, mas para qualquer pessoa que busque na arte um impulso para o pensamento e o sentimento’, avaliou o ministro da Cultura, Pavlos Gerulanos, que assegurou que a perda do diretor de ‘A Eternidade e um Dia’ e ‘O Olhar de Ulises’ é ‘irremediável’.

Todos os partidos políticos, sem exceção, lamentaram profundamente a morte do diretor e enviaram suas condolências à família do cineasta.

O Festival de Cinema de Salônica, o mais importante do país, emitiu um comunicado no qual evidencia seu pesar pela morte do premiado diretor.

‘A alegoria de suas imagens capturadas através de pequenas histórias humanas, aborda a História, a memória coletiva e a política. Ele trouxe ao cinema emoções e ideias impagáveis. Foi um acadêmico, um pensador, um poeta da imagem. Nos tornou ricos com seu trabalho, e agora ficamos pobres por sua ausência’, lamentou a direção do festival.

A morte do cineasta foi confirmada pouco depois de meia-noite, na madrugada de quarta-feira, horas após ter sido atropelado por uma moto na periferia ateniense, onde trabalhava nas localizações de seu novo longa-metragem, intitulado ‘O Outro Mar’, uma fita sobre os efeitos da crise econômica na vida diária dos gregos.

Nascido na capital grega no dia 27 de abril de 1935, onde viveu toda sua infância, o cineasta grego estudou e fez sua carreira em Paris, embora não tenha rodado nenhum longa-metragem até 1070, quando apresentou o longa ‘Reconstrução’.

Em 1975, o cineasta consolidou sua carreira com ‘A Viagem dos Comediantes’, um filme de quatro horas de duração, que após sua estreia na França, recebeu aplauso da crítica e vários prêmios internacionais.

Os filmes de Angelopoulos trabalham especialmente o espaço através de longos planos sequência, com composições formais muito cuidadosas, como se fossem um cenário teatral; enquanto sua temática sempre recorre à busca da memória e a história. EFE