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Cinco médicos sequestrados na Síria são libertados

Funcionários do Médicos sem Fronteiras estavam sob poder das milícias desde 2 de janeiro. Por causa do sequestro, ONG precisou fechar hospital no país

Os cinco trabalhadores da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF) que tinham sido sequestrados na Síria no último mês de janeiro foram libertados, confirmou a organização na noite de quinta-feira. Em comunicado, o MSF disse que três de seus empregados foram libertados em 4 de abril, enquanto os outros dois foram liberados há dois dias, e estão prestes a reencontrar seus parentes e amigos.

A organização denunciou que este sequestro lhe obrigou a fechar de forma permanente um hospital e dois centros de saúde na região de Jabal Akrad, no noroeste da Síria. Os cinco membros do MSF tinham sido sequestrados no dia 2 de janeiro de 2014 por um grupo armado no norte da Síria, onde estavam trabalhando em um hospital no qual ofereciam atendimento médico essencial à população afetada pelo conflito.

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“O alívio de ver nossos colegas retornar sãos e salvos se mistura com a raiva perante este cínico ato, que privou uma população já dizimada pela guerra de uma assistência que necessitava desesperadamente”, disse Joanne Liu, presidente internacional do MSF. “A vítima em longo prazo deste sequestro é a população síria. Cerca de 150.000 pessoas na região de Jabal Akrad estão agora privadas do atendimento médico do MSF, apesar de viverem em uma zona de guerra”, acrescentou.

Liu destacou que este incidente é representativo da “completa indiferença” em relação à população civil na Síria, lembrando que as instalações médicas foram bombardeadas e muitos trabalhadores foram assassinados ou receberam ameaças de grupos armados.

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Mais de 150.000 pessoas morreram desde o início do conflito na Síria em março de 2011, segundo os últimos dados divulgados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos. A Síria atualmente prepara-se para realizar eleições presidenciais no dia 3 de junho, nas quais o ditador Bashar Assad tentará um terceiro mandato.

(Com agência EFE)