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Cidade suíça deve ser abandonada por 10 anos para desmonte de arsenal

Ministério da Defesa suíço estima haver 3.500 toneladas de explosivos enterradas desde a II Guerra Mundial

Por Da Redação Atualizado em 27 fev 2020, 18h32 - Publicado em 27 fev 2020, 17h48

Mitholz, uma cidadezinha no cantão de Berna, na Suíça, deverá ser esvaziada por mais de uma década, informou o governo local nesta quinta-feira, 27. O motivo é um enorme depósito de armas da Segunda Guerra Mundial, escondido no subsolo, que o Ministério da Defesa considera um risco “inaceitável”.

No fim de 2018, o Escritório Federal de Meio Ambiente (Foen) avaliou que a ameaça de uma explosão era significativamente maior do que se pensava no passado. Em relatório, o Foen relembrou uma explosão parcial em Mitholz em 1947, que matou nove pessoas e destruiu a estação de trem próxima da cidade.

Hoje, mais de 70 anos depois, cerca de 3.500 toneladas de munição permanecem enterradas sob as rochas do local, e as autoridades estão considerando remover a população para desmontar esse depósito e eliminar o risco de detonações.

“Dependendo de como se desenvolver o processo de retirada dos armamentos, os residentes devem se preparar para deixar Mitholz por mais de 10 anos”, afirmou o ministério.

Cerca de 170 moradores da cidade podem ter que deixar suas casas para facilitar a remoção, mas não antes de 2031, quando o planejamento da operação for concluído. As formações rochosas instáveis de Mitholz só podem ser removidas em camadas, e será necessário construir uma nova estrada para que as cidades da região permaneçam conectadas.

Contudo, para que a proposta vingue, os moradores teriam que aprovar o plano de deixar a área. A emissora britânica BBC reporta que uma consulta pública está em andamento para definir a melhor forma de proceder.

Segundo o portal de notícias suíço Swissinfo, um plano para cobrir toda a área com pedras e enterrar as munições continua na mesa, mas as autoridades e os moradores não desejam deixar “um presente tóxico para os descendentes”, como disse o gerente de projeto Hanspeter Aellig em coletiva na terça-feira 25.

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