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Cidade-natal de Kadafi é o novo alvo dos rebeldes

Insurgentes se aproximam de Sirte, onde moradores devem “lutar até a morte”

Por Da Redação - 24 ago 2011, 17h42

Os rebeldes líbios se aproximam nesta quarta-feira de Sirte, cidade-natal de Muamar Kadafi, o último reduto das forças do governo. Os insurgentes acreditam que o ditador pode estar escondido no município, localizado a 450 quilômetros a leste de Trípoli.

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Os apoiadores de Kadafi receberam ordem de combater até o fim. “Kadafi enviou uma mensagem dizendo a eles para lutar até a morte”, disse à agência de notícias Reuters Hassan Droy, representante do Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes. Droy afirmou ainda que os moradores de Sirte estão “totalmente desconectados. Como estão sem telefones e eletricidade há dias, a população desconhece a atual situação do conflito.

A intenção, de acordo com Droy, é buscar a rendição dos partidários locais de Kadafi assim que chegar à cidade. Os rebeldes não descartam a opção de combater. “Sirte é nosso principal desafio agora”, disse o porta-voz rebelde, Mohammad Zawawi. “Se conseguirmos tomá-la, vai significar que toda a costa e o norte da Líbia estarão desobstruídos e, então, nós desviaremos nossas forças para o sul”.

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Prazos – Na terça-feira, o enviado da ONU à Líbia, Ibrahim Dabbashi, garantiu que o país estará liberado dentro de três dias, sendo que Sirte será tomada em 48 horas. Um porta-voz do Exército rebelde, Ahmad Bani, disse que líderes tribais apoiadores de Kadafi entraram em contato com o CNT para negociar a sua rendição na noite de terça-feira. Segundo Bani, os líderes fiéis ao coronel disseram que não irão defendê-lo e pediram aos revoltosos que cheguem à cidade “como líbios e não como conquistadores”.

No último final de semana, os rebeldes líbios tomaram a capital Trípoli e, na terça-feira, invadiram o complexo residencial do Kadafi, o que é considerado um golpe final ao regime após seis meses de conflitos. Contudo, ainda não se sabe onde está Kadafi, o que levou os insurgentes a oferecerem uma recompensa pelo ditador.

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