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Chinesa é presa ao invadir clube de Trump na Flórida

Yujing Zhang carregava um pendrive com "malware", que rouba dados virtuais; FBI investiga possível plano de espionagem contra o presidente

O governo da China confirmou nesta quinta-feira, 4, que uma cidadã do país foi detida ao tentar invadir o complexo hoteleiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Palm Beach, no estado da Flórida. As autoridades chinesas ainda confirmaram que a mulher levava um pendrive com um “malware”, um programa usado por hackers para invadir computadores e roubar os dados armazenados.

“No dia 3 de abril, o cônsul-geral chinês em Houston recebeu uma notificação por parte dos Estados Unidos de que uma cidadã chinesa tinha sido detida. O cônsul entrou em contato com a pessoa em questão e ofereceu assistência consular”, explicou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Os Estados Unidos identificam a chinesa detida como Yujing Zhang. Ela conseguiu driblar o primeiro posto de segurança do resort e os agentes do serviço secreto americano e já estava dentro do complexo quando foi capturada. O presidente americano estava em Palm Beach durante essa invasão.

A mulher pode ser condenada a até cinco anos de prisão e ao pagamento de 350 mil dólares em multas. Ela entrou no complexo de Trump carregando dois passaportes chineses, quatro telefones celulares, um disco rígido, um laptop e o pendrive com o programa malicioso, de acordo com o Departamento Federal de Investigação (FBI).

O FBI abriu inquérito para determinar se a ação fazia parte de um plano de espionagem. Os agentes federais explicaram à imprensa que Yujing Zhang fez declarações falsas para entrar na área restrita.

Agora, os investigadores do FBI estão tentando descobrir mais detalhes sobre a identidade da chinesa e sobre seus possíveis contatos próximos ao presidente dos Estados Unidos. Ela alegou que compareceu a eventos sociais no complexo de Mar-a-Lago, organizados por Cindy Yang, diretora de uma consultoria que promete aos empresários chineses contatos com o entorno de Trump.

(Com Agência Efe)