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Chinês gay processa hospital por internação forçada para “curá-lo” da homossexualidade

O homem de 32 anos foi internado pela esposa após pedir o divórcio, em outubro do ano passado

Por Da Redação - 14 jun 2016, 17h52

Um chinês homossexual está processando um hospital psiquiátrico na província de Henan, na região central da China, por tentar “curá-lo” da homossexualidade com drogas, confinamento e agressões físicas.

O autor da ação, que está sendo chamado de Yu Hu, de 32 anos, alega ter sido mantido sob internação compulsória no hospital Zhumadian em outubro do ano passado para que fosse submetido a uma “terapia de correção da sexualidade”.

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Durante os dezenove dias de confinamento, Yu recebeu tratamento contra sua vontade, incluindo medicamentos orais e injeções, e sofreu agressões físicas dos enfermeiros, segundo a imprensa local. “Ele sofreu muito no hospital psiquiátrico, física e mentalmente”. disse Huang Rui, advogado de Yu, à revista americana Time. “Ele me contou que diversos homens o deixaram nu e riram, dizendo ‘soubemos que você é gay, vamos ver se você é homem ou mulher'”.

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Em outubro, Yu pediu o divórcio da esposa com quem estava casado havia dez anos. Seu parceiro, que se identificou como Yang, contou ao jornal The Guardian que ele foi internado à força por membros da família, entre eles sua mulher.

Yang conseguiu resgatar Yu Hu do hospital psiquiátrico com a ajuda de ativistas dos direitos LGBT chineses. Ele afirma que a internação deixou o parceiro traumatizado e assustado. “Ele tem pesadelos em que é obrigado a tomar remédios, está apanhando ou amarrado no hospital”, contou Yang ao Guardian.

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Embora a homossexualidade tenha sido legalizada na China em 1997, ativistas afirmam que hospitais e médicos no país ainda prescrevem medicamentos e terapias de choque para “curar” gays.

(Da redação)

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