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China vai elevar gastos de Defesa em 10,1% este ano

Governo chinês anuncia mais gastos militares mesmo depois da economia registrar o menor crescimento desde 1998. Somente os EUA gastam mais em defesa que os chineses

Mesmo depois de registrar o menor crescimento em mais de uma década, a China anunciou nesta quinta-feira que vai elevar seus gastos militares em 10,1% este ano para 886,9 bilhões de iunaes (mais de 420 bilhões de reais) para ampliar o investimento em sistemas bélicos de alta tecnologia. O aumento de gastos, que ficará acima do ritmo de crescimento do PIB chinês, mantém uma sequência quase não interrompida de duas décadas de alta de dois dígitos no orçamento de Defesa.

Os vários anos de gastos robustos levaram a um fortalecimento militar que desperta temores pela região, especialmente à medida que a China tem adotado uma linha firme em disputas territoriais nos mares do Leste e do Sul da China. “Vamos fortalecer de forma abrangente logísticas modernas, intensificar a pesquisa de defesa nacional e o desenvolvimento de armas e equipamentos de alta tecnologia, e desenvolver indústrias de ciência e tecnologia ligadas à defesa”, disse o primeiro-ministro Li Keqiang em um relatório anual ao Parlamento da China, o Congresso Nacional do Povo. No ano passado, o orçamento de defesa subiu 12,2%, para 390 bilhões de reais, perdendo apenas para o orçamento militar de 1,3 trilhão de reais dos Estados Unidos.

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Em 2015, a China cresceu 7,4% em 2014 ante o ano anterior e, pela primeira vez desde 1998, ficou abaixo da meta estabelecida pelo governo, de 7,5%. A segunda maior economia mundial planeja administrar em 2015 seu maior déficit orçamentário desde a crise financeira global aumentando os gastos enquanto o premiê Li Keqiang sinalizou que a taxa mais baixa de crescimento é o “novo normal”. “A pressão para baixo na economia da China está se intensificando”, disse Li a cerca de 3.000 delegados reunidos no Grande Salão do Povo, a oeste da Praça da Paz Celestial em Pequim. “Problemas enraizados no desenvolvimento econômico do país estão se tornando mais óbvios. As dificuldades que estamos enfrentando neste ano podem ser maiores do que no ano passado. O novo ano é crucial para aprofundar reformas gerais”, completou.

Detalhando as prioridades de política do governo para 2015, Li disse que não haverá alívio no combate contra a corrupção e prometeu lutar contra a poluição, que ele chamou de “influência ruim na qualidade de vida das pessoas e um problema que pesa em seus corações”. Destacando a necessidade de colocar a economia em uma base mais sustentável após três décadas de crescimento impressionante, Li afirmou que as prioridades incluem avançar com reformas dos empreendimentos estatais gigantes que ainda protegem a economia e liberalizar o sistema bancário e os mercados financeiros.

(Da redação)