Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

China usa técnicas de tortura para extrair confissão de suspeitos, diz Anistia

Por Da Redação 12 nov 2015, 16h45

A tortura de suspeitos por parte da polícia é uma prática comum na China, denuncia nesta quinta-feira a Anistia Internacional. Segundo um relatório da ONG de defesa dos direitos humanos, opositores do governo, políticos acusados de corrupção, ativistas e advogados de suspeitos detidos pela polícia chinesa são socados, chutados, surrados com garrafas plásticas com água, privados de sono e acorrentados a cadeiras em posições dolorosas durante horas.

Com base no depoimento de cerca de 40 advogados, a Anistia afirma que a Justiça chinesa recebeu ao menos 1.321 denúncias de confissão sob tortura entre 2008 e 2015. “Para a polícia (chinesa), conseguir confissões é a maneira mais fácil de obter uma condenação”, comentou Patrick Poon, investigador da Anistia.

Leia mais:

Tortura na China está disseminada por todo país, denunciam ONGs

Ao lado do presidente chinês, Obama cobra mais liberdades civis na China

Continua após a publicidade

O advogado chinês Tang Jitian contou à Anistia que foi torturado em março de 2014 quando investigava casos de tortura no nordeste da China. “Eu fui amarrado a uma cadeira de ferro, levei tapas na cara, chutes nas pernas e apanhei na cabeça com uma garrafa de plástico cheia d’água com tanta força que desmaiei”, disse. Tang afirmou ainda que foi algemado, vendado e espancado.

Na terça-feira, o grupo Chinese Human Rights Defenders (CHRD) em parceria com outras organizações também denunciou a prática de tortura e a impunidade para os torturadores na China. O relatório do grupo foi enviado ao Comitê contra a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU).

Defesa chinesa – Em resposta ao relatório da Anistia Internacional, a China assegurou que a extração de confissões através do uso de tortura no país é proibida e castigada pela lei. “A China é um país regido pela lei que proíbe a tortura, e que claramente persegue a prática das coerções forçadas nos interrogatórios”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hong Lei.

Hong acrescentou que “quando são encontrados casos de confissões obtidas através de coerção, seus responsáveis são tratados de acordo com a lei”, e afirmou que o regime comunista vai continuar tentando melhorar a situação dos direitos humanos.

(Com agências AFP e EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade