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China restringe número de livros infantis estrangeiros no país

O governo impôs um sistema de cotas anuais para reduzir a influência das ideias exteriores

Por Da redação 13 mar 2017, 15h47

O governo da China restringiu o número de livros infantis estrangeiros que poderão ser publicados este ano no país. O órgão responsável por aprovar as publicações internas impôs um sistema de cotas anuais para reduzir a influência das ideias exteriores e aumentar o controle ideológico, de acordo com o jornal South China Morning Post.

Segundo um funcionário de uma editora estatal chinesa, o governo também passou a exigir que as editoras publiquem mais obras escritas e ilustradas por artistas locais. Anteriormente, não havia qualquer tipo de censura ou sistema de cotas para livros infantis estrangeiros.

  • Outro funcionário de uma companhia editorial chinesa, que falou ao jornal sob condição de anonimato, disse que livros da Coreia do Sul e do Japão, antes muito populares no país, agora têm “pequenas chances” de serem publicados. A permissão para a impressão e comercialização de livros de outros países também é rigorosa.

    Na sexta-feira, o popular site de e-commerce chinês Taobao interrompeu a venda de qualquer tipo de publicação estrangeira “para criar um ambiente de compras online seguro para garantir a confiança e satisfação do consumidor”.

    Atualmente, os livros e revistas em quadrinhos estrangeiros são os mais lidos pelas crianças e adolescentes chineses de até 14 anos. No passado, as universidades locais também receberam ordens do governo para limitar o uso de livros e publicações científicas ocidentais.

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