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China reafirma apoio à Rússia por preocupações com ‘segurança e soberania’

Em telefonema com Vladimir Putin, Xi Jinping declarou avanços para 'desenvolvimento sólido e no longo prazo de cooperação bilateral pragmática'

Por Da Redação 15 jun 2022, 12h15

Poucos dias depois de reiterar oposição aos avanços dos Estados Unidos na região do Pacífico, o presidente chinês, Xi Jinping, conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin. Durante a ligação, reafirmou o apoio de Pequim à Rússia em questões de soberania e segurança, divulgou a mídia estatal nesta quarta-feira, 15.

“A China quer continuar a apoiar a Rússia em questões relativas a seus interesses centrais e a grandes preocupações, como soberania e segurança”, disse o presidente chinês, segundo a agência de notícias Xinhua. 

Durante o telefonema, ele afirmou também que seu país está “disposto a trabalhar com o lado russo para promover o desenvolvimento sólido e no longo prazo de cooperação bilateral pragmática”.

A fala segue a inauguração na semana passada de uma ponte transfronteiriça para impulsionar o comércio entre os país, ligando a cidade russa de Blagoveshchensk à cidade chinesa de Heihe, através do rio Amur, conhecido na China como Heilongjiang. 

Os dois países já haviam anunciado em fevereiro, pouco antes da invasão russa à Ucrânia, uma parceria “sem limites”. Logo depois, em abril, a China publicou um comunicado dizendo que “continuará a fortalecer a coordenação estratégica” com Moscou, independentemente de como o “cenário internacional possa mudar”.

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+ Nos bastidores da guerra, China move peças para se fortalecer contra EUA

Em relação à guerra na Ucrânia, Xi afirmou durante o telefonema nesta quarta-feira que “todas as partes deveriam avançar responsavelmente para uma resolução adequada à crise”.

Autoridades chinesas vêm tentando estabelecer uma posição aparentemente neutra sobre a guerra na Ucrânia, sem condenar as ações russas nem descartar a possibilidade de Pequim atuar como mediadora nas negociações de paz. No entanto, frequentemente acusa a Otan e o Ocidente de provocarem Moscou a atacar o país vizinho.

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Diferentemente de EUA e União Europeia, que anunciaram duras sanções contra a Rússia, a China já expressou descontentamento com as represálias econômicas. Em reunião com líderes europeus em março, o presidente Xi Jinping instou avanços diplomáticos e alertou que sanções contra Moscou afetarão as finanças globais, a energia, o transporte e a estabilidade das cadeias de suprimentos e amortecerão a economia global que já está devastada pela pandemia.

Desde o início da guerra entre Moscou e Kiev, autoridades chinesas vêm se mostrando consistentemente alinhadas com a Rússia. A China disse “lamentar” as mortes na Ucrânia e definiu a situação atual como “indesejável”, mas não reconheceu a ação russa como invasão. Ao invés disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, afirmou que o conflito tem uma “história e realidade complicados” e que apoia “todos os esforços diplomáticos”. 

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