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China nomeia Xi Jinping o novo presidente do país

Escolha era prevista desde novembro, após Xi se tornar secretário-geral do PC

Por Da Redação 14 mar 2013, 01h55

Como previsto pelo rígida liturgia da sucessão presidencial na China, o secretário-geral do Partido Comunista chinês, Xi Jinping, foi nomeado nesta quinta-feira o novo presidente do país após uma votação formal no Congresso do Povo, o Parlamento local. O reformista Li Yuanchao será o novo vice-presidente.

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Os deputados do Legislativo chinês deram o sinal verde à nomeações em uma sessão realizada no Palácio do Povo, em Pequim, durante a reunião anual do organismo. Xi, cuja nomeação como chefe de estado já ficara garantida em novembro, quando ele se tornou o secretário-geral do PC chinês, viu sua designação corroborada por 2.952 votos a favor, três abstenções e apenas um voto contra.

Em favor de Li como vice-presidente se pronunciaram 2.839 deputados, enquanto 80 votaram contra, sendo que dois deles preferiam o conservador Liu Yunshan, outro candidato bem cotado para ocupar o cargo. Os deputados aprovaram também a nomeação de Xi como chefe das Forças Armadas, com o que o novo dirigente completa o controle dos três braços do poder no país: o estado, o partido e o Exército.

Previamente, o Congresso do Povo também confirmara a nomeação de Zhang Dejiang, considerado o número três do Partido Comunista, como presidente do Legislativo. Na sexta-feira será votada a nomeação do primeiro-ministro, cargo que caberá a Li Keqiang, número dois do partido e atual vice-primeiro-ministro.

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Biografia – Xi sucede Hu Jintao na Presidência. Analistas destacam que, ao contrário de Hu – de quem não se sabe com segurança dados básicos como seu local de nascimento -, vários detalhes biográficos do novo líder são públicos, entre eles o seu gosto por filmes de ação de Hollywood e até sua ausência no nascimento de sua filha, Xi Mingze, por motivos de trabalho.

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Em um discurso no México, realizado em 2009, ele disse que o Ocidente não tinha o direito de criticar a China. “Alguns estrangeiros de barriga cheia e sem muito o que fazer se ocupam em apontar o dedo para nós. Em primeiro lugar, a China não exporta a revolução; segundo, não exporta fome e pobreza; e terceiro, não mexe com você. O que mais a dizer?”.

Segundo especialistas, Xi não é muito adorado no partido, mas também não tem inimigos no governo. É considerado mais comunicativo que seu antecessor e, em um momento em que o PC enfrenta problemas ligados à corrupção, nunca teve seu nome envolvido em escândalos que tenham chegado ao público.

A grande controvérsia gerada em torno de Xi ocorreu no ano passado, quando ele ficou ‘desaparecido’ por duas semanas, com oficiais do governo se negando a responder perguntas sobre o sumiço. Mais tarde, foi explicado que ele teria machucado as costas enquanto nadava.

À frente do país nos próximos 10 anos, ele terá como principal missão assegurar a continuidade do crescimento econômico e deve ser a face que colocará a China em um novo patamar: o de primeira economia do mundo.

(Com agência EFE)

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