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China isola 40 milhões de pessoas e fecha ponto turístico antes de feriado

Medidas para tentar conter coronavírus atingem treze cidades; Pequim cancelou eventos públicos pelo Ano Novo Lunar e até parte da Grande Muralha foi fechada

Por Da Redação - 24 jan 2020, 10h31

A China já colocou treze cidades do país em quarentena na tentativa de conter a propagação do novo coronavírus na véspera do feriado nacional do Ano Novo Lunar, no sábado 25. A medida, que suspende o transporte público nas localidades, atinge cerca de 40 milhões de pessoas. Por precaução, a capital Pequim cancelou eventos públicos de comemoração pela data e fechou pontos turísticos, como o Estádio Olímpico “Ninho de Pássaro”. Parte da Grande Muralha também foi fechada para visitação.

O surto já provocou 26 mortes no país e infectou mais de oitocentas pessoas, despertando temor de uma pandemia global. Na quinta-feira 23, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu que “ainda é cedo” para declarar emergência mundial e afirmou que o surto segue restrito à China.

Somente em Wuhan, capital da Província de Hubei, 12 milhões de pessoas estão reclusas em suas casas devido às restrições impostas pelo governo chinês, que foram bem recebidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ônibus, trens e balsas foram proibidos de circular em todas as cidades em quarentena. Os moradores são desencorajados de sair de casa.

Para evitar uma contaminação ainda maior, Pequim cancelou eventos em locais públicos e fechou atrações culturais pelo país inteiro. A Disneylândia em Xangai anunciou que estava paralisando suas atividades, sem previsão de reabertura. Em seu site, o parque culpou o surto do coronavírus pelo fechamento. Ainda em Xangai, companhias que operam barcos turísticos na região também pararam suas operações.

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Na Muralha da China, autoridades encerraram as visitações no fim de semana. A preocupação quanto ao contágio chegou até a indústria audiovisual do país. As redes de cinema anunciaram que vão rever a agenda de lançamentos de filmes desta temporada.

Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu cancelar o primeiro Pré-Olímpico de boxe da Ásia e Oceania para a Olimpíada de Tóquio-2020, que aconteceria entre os dias 3 e 14 de fevereiro, devido ao surto de coronavírus.

Batizado como 2019-nCoV, a mutação do coronavírus começou a se espalhar pela China em dezembro na cidade de Wuhan. A principal suspeita de sua origem recai sobre a carne de morcego e cobra vendida em um mercado local. Casos da doença também foram registrados no Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Estados Unidos – sempre em pacientes vindos da China.

O 2019-nCoV vêm da mesma família que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) que matou mais de 800 pessoas e contaminou outras 8.000 no país no início dos anos 2000. Através da China, outras doenças se espalharam pelo mundo nas últimas décadas. Uma variante da Sars, chamada de síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers), matou 790 pessoas até 2018. Já o H1N1 matou, apenas no Brasil, 2.060 pessoas.

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No Brasil, houve cinco alarmes falsos para a doença. O governo brasileiro instruiu aeroportos que orientem passageiros que chegarem da China e que, por enquanto, não adotará medidas preventivas devido a falta de registros oficiais da doença no país.

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