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China intensifica trabalho de resgate às vítimas do terremoto

Equipes tentam chegar as áreas mais remotas do país. Primeiro-ministro Wen Jiabao visita as vítimas do terremoto

Por Da Redação - 8 set 2012, 11h55

As equipes de resgate no sudoeste da China intensificaram neste sábado os trabalhos para alcançar comunidades remotas atingidas pela sequência de terremotos que resultou na morte de mais de 80 pessoas, segundo informações da imprensa estatal. O Departamento de Assuntos Civis da província de Yunnan, a mais afetada pelo desastre, advertiu que o número de vítimas pode aumentar, pois as equipes de socorro ainda não conseguiram chegar às aldeias montanhosas de difícil acesso, onde a infraestrutura de comunicações e a provisão de eletricidade foram muito danificadas pelo sismo.

Os terremotos provocaram deslizamentos de terra que bloquearam estradas, dificultando os esforços de resgate. A televisão estatal mostrou muros desmoronados e estradas bloqueadas por entulho e pedras.

Governo – O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, viajou para a região atingida e passou a noite visitando sobreviventes em aldeias e hospitais, segundo a Xinhua. Ele pediu que se multipliquem os esforços na busca por sobreviventes, após lembrar que as primeiras 72 horas são vitais nos trabalhos de resgate após um terremoto. Wen, que está na zona montanhosa de Yiliang para dirigir os trabalhos de resgate e visitar os afetados, quer que as equipes de assistência cheguem a todas as aldeias atingidas ao longo do dia de hoje.

No mesmo sentido se pronunciou o presidente do país, Hu Jintao, que participa da Cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Vladivostok, na Rússia, que pediu o lançamento de esforços imediatos para auxiliar nos trabalhos de assistência aos afetados.

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Desastre – O primeiro terremoto ocorreu às 11 horas de sexta-feira (hora local) na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou e foi seguido por outros 16 tremores, segundo dados do Centro de Controle de Terremotos de China. O epicentro foi a uma profundidade de 14 quilômetros.

O oeste da China é uma zona com frequente atividade sísmica. Em 2010, um tremor de 7,1 graus na província de Qinghai causou 300 mortes e deixou mais de oito mil feridos. Foi nesta mesma região, mas na província de Sichuan, onde em 2008 ocorreu o terremoto mais grave em mais de três décadas na China, com 88 mil mortos e desaparecidos.

(Com agências EFE e France-Presse)

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