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China fortalecerá ‘cooperação estratégica’ com Rússia em qualquer cenário

O comércio entre os países aumentou 30% no primeiro trimestre do ano; no entanto, Pequim tem se distanciado discretamente da decrépita economia russa

Por Da Redação 19 abr 2022, 09h35

O Ministério das Relações Exteriores da China publicou um comunicado nesta terça-feira, 19, dizendo que o país “continuará a fortalecer a coordenação estratégica” com a Rússia, independentemente de como o “cenário internacional possa mudar”.

O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Le Yucheng, disse isso em conversa com o embaixador russo na China, Andrey Denisov, durante uma reunião na segunda-feira 18.

“Não importa como o cenário internacional possa mudar, a China continuará a fortalecer a coordenação estratégica com a Rússia para alcançar uma cooperação ganha-ganha, salvaguardar conjuntamente nossos interesses comuns e promover a construção de um novo tipo de relações internacionais e uma comunidade com um futuro compartilhado para humanidade”, disse Le, segundo comunicado do ministério.

Le citou um aumento de quase 30% no comércio entre os dois países durante o primeiro trimestre do ano, atingindo cerca de US$ 38,2 bilhões (R$ 177,82), como uma prova da “tremenda resiliência” de sua cooperação bilateral.

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Os dois lados também conversaram sobre a Ucrânia, bem como sobre outras questões internacionais e regionais de preocupação. No entanto, o ministério não forneceu detalhes sobre os assuntos.

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Autoridades chinesas vêm tentando estabelecer uma posição aparentemente neutra sobre a guerra na Ucrânia, sem condenar as ações russas nem descartar a possibilidade de Pequim atuar como mediadora nas negociações de paz.

Antes da invasão, China e Rússia disseram que sua aliança “não tinha limites”. Desde então, no entanto, Pequim se distancia discretamente da economia russa, que se deteriora devido a duras sanções dos Estados Unidos e Europa. O governo chinês denunciou repetidamente as sanções contra Moscou como uma maneira ineficaz de resolver a crise.

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No início deste mês, líderes europeus concordaram em mirar o vasto setor de energia da Rússia pela primeira vez, banindo todas as formas de carvão russo da União Europeia. A Comissão Europeia previu que a medida afetaria cerca de US$ 8,7 bilhões (R$ 40,5 bilhões) em exportações russas por ano. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou seu pedido por um embargo total do petróleo.

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